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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Destaques SPFW | 12/06


Paula Raia:
O jogo de mostra-esconde da Paula Raia é a arma ideal para as mulheres que querem se sentir sensuais e frescas na medida. Aliás, é exatamente no verão que a brasileira deseja, mais do que nunca, essas sensações. O tom de bruma do mar, os recortes, o tule, a silhueta fluída e a pele a mostra, juntos, resultam nesse look que, apesar de longo e de manga comprida, é hot!

Ellus:
Essa foto clicada pelo Sergio Caddah é do backstage da Ellus. No entando, o resumo da obra traduz tão bem a sereia dark proposta pela marca, que essa poderia até ser a foto da campanha, né não? Detalhe para o incrível anel-barbatana e para o óculos com shape de snorkel. 

Movimento:
A estilista da Movimento, Tininha de Fonte, acertou em cheio ao transportar o mullet para o seu lugar de origem: a praia.  Imagina que delícia vestir por cima do biquíni essa estampa tropical e, para arrastar corações, desfilar a sua cauda de sereia esvoaçante no balneário dos sonhos? Fora os acessórios de guerrilheira, o look é super real!

                                                                                Iódice:
Não, você não está ficando louca! Realmente, o fundo do mar está causando um tsunami na moda. Mais uma marca a explorar o tema marítimo, a Iódice balançou meu coração com esse vestido cítrico. A textura de esponja, o toque neon das anêmonas, o shape que mistura a referência scuba com o volume e balanço das algas e o efeito translúcido aquoso foram coroados com o cinto de tubarão!

Ronaldo Fraga:
Do mar para a terra! Que Ronaldo Fraga representa como ninguém a nossa cultura, isso não se discute. Deve ser por isso que, ao se inspirar no Pará, ele tenha redescoberto o étnico brasileiro, o de raiz. Estou, até agora, quebrando a cabeça para desvendar como ele conseguiu esse efeito de mosaico amadeirado para essas peças. Alguém aí?








sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Resumo SPFW | Sexta-feira





Pedro Lourenço: o estilista já havia apresentado essa mesma coleção nos desfiles pré-fall em NY, mas a ansiedade em torno do seu inverno não diminui por aqui. Os fashionistas brasileiros querem mesmo é ver Pedro e seu produto – considerado, internacionalmente e atualmente, o de melhor qualidade e vigor criativo -  desfilaram em seu solo!  A coleção, inspirada na Patagônia e nas terras gélidas da região, contou com o mesmo preciosismo de linhas, materiais e estampas que elevaram o estilista a esse superior patamar. Além da estrutura e minimalismo de suas peças, para esse inverno, ele ousou pontuá-las com uma delicada fluidez. Ou seja: peças equilibradas, menos rígidas e levemente mais femininas. A alfaiataria primorosa continua, assim como a estamparia precisa – dessa vez, com paisagens do local-referência. Recortes, shapes tubulares, ombros arredondados, calças retas e uma brincadeira com volumes (nos bottons ou nos tops, e vice e versa) foram explorados em tons gélidos e iluminadores. A pele de lhama fake garantiu ainda mais sofisticação à coleção, que só confirmou o que os rumores já previam: ele é o cara do momento!








R.Rosner :  se o assunto é vestido de festa, nada melhor do que uma coleção arrebatadora e dramática! Na estréia da marca comandada por Rodrigo Rosner, muitos tecidos nobres, impactantes e repletos de beneficiamentos que os exaltaram ainda mais - como bordados, aplicações e brocados. A coleção, inspirada nas mariposas, vestiu as modelos como verdadeiras damas de preto, exceto pelos pontos de luz coloridos causado por manchas estratégicas que imitavam as asas do inseto. A transparência foi o principal apelo do estilista nesse inverno, seja causada pelos tecidos leves e vaporosos, pelas rendas vazadas ou por microtules interpretados em segunda-pele. Sensualidade e sofisticação, e um ‘quê’ de espetáculo.  Cintura marcada, longos esvoaçantes, babados localizados, e muito, mas muito brilho, nos bordados e tecidos acetinados. Além do preto na cartela, também teve nude, dourado, azul klein, violeta e amarelo. Decorativismo puro e luxo!






Alexandre Herchcovitch : o inverno do renomado estilista é mínimal e com shape predominantemente oval, principalmente nas mangas, busto, saias e eggcoats.O efeito redondamente inflado é uma grande aposta internacional, e se confirma na passarela brasileira com a coleção de Herchcovicth no SPFW e no Fashion Rio (lembram que sua marca de jeans também abordou esse shape?). Tecidos ricos e de nuances opostas garantiram contemporaneidade aos looks da coleção, como a junção de renda e lã numa mesma peça, e verniz e alfaiataria em outras. Além dos pesos, esses tecidos também se diferenciavam na textura (nervurada, brilhosa, aveludada...), o que resultou em um visual ora retro, ora modernete - para isso, brocados, chamois, verniz, metal emborrachado, acetinados, e aqueles outros que já citamos logo em cima. A gama de matérias-primas equilibrou a limpeza de linhas e a silhueta seca. O efeito transpasse/envelope também conquistou: com zíper, botão ou até mesmo seguro por faixas, eles destacaram, literalmente, os casacos (choppeds ou mídis), saias e camisas. Outra boa aposta, anote aí: peças bicolores com efeito dubble face, e debruns coloridos com efeito recorte. A cartela é bem inverno 2012: bordot, camelo, marrom, amarelo mostarda e tons alaranjados.







Iódice : super feminina e até sensual, a coleção do Iódice surpreendeu pela pegada elegante-poderosa. Mas só podia ser dessa maneira, já que a inspiração vinha de um livro aonde rock stars vestiam Versace. Além dessa pegada rock glam, peças clássicas e com muitas referências gregas (repare na gladiadora nos pés!) foram adaptadas a tecidos imponentes, texturizados e sofisticados. A cintura rebaixada e alguns looks tubulares não esconderam a pegada sexy da coleção, exemplo da estampa de cobra, o verniz, o couro, os bordados, os metalizados e as transparências. A cintura marcada também apareceu, mas o shape soltinho e confortável predominou, principalmente em blusas e vestidos frente-única. Outras várias variações de decotes e recortes exaltaram os ombros e colo da mulher – comportado redondo, elaborado sensual e o comercial tomara-que-caia. Babados, toques assimétricos e franzidos e repuxados localizados moldaram a silhueta lânguida da coleção. E mais metal, mais camisaria, mais bordados, e tudo mais o que inverno 2012 está pedindo!






Triton : com pegada clean e geométrica, mas ainda sim jovem, a Triton fechou o segundo dia de desfiles do SPFW. A estamparia, principal aposta dessa coleção, apareceu em praticamente todos os looks: seja em um mix divertido entre elas, em conjuntinhos pijamas com padronagens idênticas ou até naqueles conjuntos diferenciados, mas estrategicamente  bem compostos. Assim como o shape arquitetônico, a estampa evoluiu na mesma vibe, com listrados, bolas, formas góticas e até meio psicodélicas – e se essas deram movimento aos looks, a cintura soltinha e alguns babados também o fizeram. A cartela de cores era invernal e com pitada sombria: cinza envelhecido, preto, azuis-esverdeados, laranjas, mostardas, e com nuances de camelos típicas do inverno 2012. Viva e sóbria, estampa e silhueta! Ainda que mais madura, a coleção conseguiu despertar desejo teen e alternativo,  vide os vestidos bem estruturados e sensuais na medida, na camisaria-hit, os sweaters-curingas e na clássica alfaiataria fit. Além do mais, a atitude é fresh, contemporânea, urbana e com a cara da cliente Triton, que assim como a marca, almeja novos vôos.  Nos tecidos, firmeza alternada a fluidez, recortes e bordados pontuados, tweeds joviais e tricôs. Aliás, como na maioria dos desfiles dessa temporada, a alternância de texturas reinou na Triton. 

terça-feira, 14 de junho de 2011

SPFW - Terça-feira





Reinaldo Lourenço se inspirou em Elizabeth Taylor e nas musas 50´s nesse verão. O resultado, nuturalmente glamuroso como esses ícones, foram vestidos longos ultra femininos arrematados com corpetes e sutiãs estruturados. A transparência dos tecidos finos e o brilho dos cristais bordados entraram em cena para atuar junto ao couro e tecidos acetinados: materiais imponentes e sofisticados como a inspiração. Os looks negros garantiram uma pitada rocker à coleção, aliás, esse conceito também estava nos ombros à La Madona!










A moda praia da Movimento desfilou peças fresh como o verão. As artes plásticas e o pintor pernambucano George Barbosa traçaram o rumo da coleção, e por isso, vimos uma grande gama de estampas coloridas, aquareladas e pintadas à mão. Quanto à modelagem, a Movimento apostou em feminilidade e até em um pouco de romantismo, representado nos babados aplicados e nos maiôs de cintura marcada. E o mais gostoso, o desfile inspirou um arzinho sutilmente vintage!










O verão 2012 será suave e rebuscado para a mulher de Alexandre Herchcovich, isso porque o estilista mixou uma cartela de cor delicada a tecidos bordados e brocados (todos vintage!) para a estação. A silhueta feminina acintura reinou em saias rodadas e em vestidos com referências 50/60, já a parte de cima, eram comportas por decotes comportados e mangas retas. As calças curtas, as lingeries e os nós dos laçarotes arremataram de vez o clima campestre da coleção. Moderninho mesmo, só os bonés do último bloco.








A Cori fez uma viagem até os anos 20/30 e se inspirou em um esporte que agrega muitas influências de moda (e vice e versa): o tênis. Para isso, as estilistas Andrea Ribeiro e Gisele Nasser misturaram as características do sportswear a peças clássicas de alfaiataria. A cintura rebaixada e os vestidos tubulares foram uma das apostas junto a predominância branco. Já as cores fortes pontuaram peças específicas e marcaram presença nas listras ‘pradanas’. O tricô e as peças confortáveis representaram uma mulher moderna e elegante, bem ao estilo Cori.










O clima da primavera foi o ponto de partida para a coleção da Iódice, mas a abundância de estampas florais não teve vez nesse verão. O estilista preferiu apostar em tecidos fluídos, delicados e que revelam a feminilidade de maneira transparente. Os looks total white foram os mais explorados no desfile, além dos tons de azul bic e amarelo-lima. A marca apostou, em sua maioria, no shape vaporoso, seja nos vestidos longos, saias godês ou nas mangas volumosas, já as rendas guipire arremataram com delicadeza o sopro primaveril que invadiu a Bienal.








Jefferson Kulig apostou na mistura de materiais tecnológicos e artesanais para construir seu verão 2012. Construído também era o shape, que através de pregas deslocadas formavam volumes inesperados em meio a modelagens limpas. O crochê, tecido sensação da estação, esteve aplicado em diversas peças, assim como o tricô. A cartela de cor sóbria balanceou as modelagens elaboradas, por isso, o branco, o preto e o prata reinaram na passarela. E para concluir, a estampa com print de cavalo desfilou de mãos dadas a essa onda moderno-rústica que o estilista engrenou.








O desfile da Triton sempre traz boas peças joviais, mas para esse verão, a estilista Karen Fuke apostou em um amadurecimento chique através de uma coleção inspirada nos festivais de música  da California (boho) e no tropicalismo. Tal evolução esteve presente na cartela de cor que misturou o branco e os tons terrosos ao colorido tropical. Além do shape menos teen e mais mínimal, (como os vestidos amplos e de ombros derrubados - Prada!) as aplicações de penas e as estampas de flamingos caracterizaram de madeira moderna o tema escolhido. Os looks total white abriram o desfile de maneira fresh, o que preparou o público para a enxurrada de cores que estavam por vir. Me coloriu!




fonte : elle.abril.com