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sábado, 21 de janeiro de 2012

Resumo SPFW | Sábado





Reinaldo Lourenço : inspirado em Notre Dame, o inverno do estilista é gótico como a arquitetura da catedral e chique como Paris. Aquele olhar misterioso que envolve o monumento, muito pelas esculturas das gárgulas e santos, estava explícito no desfile negro interpretado por Reinaldo. A coleção foi pontuada por duas vertendes: peças bem construídas, arquitetônicas, recortadas e com silhueta ajustada ao corpo e outra mais fluída, sensual e curvilínea. Fiel ao tema, o shape só podia ser esse, já que a estética gótica abrange o verticalismo e curvas quebradas.  Na outra metade do desfile, estampas inspiradas nos lindos vitrais da Catedral iluminaram e suavizaram o desfile. Capuzes e formas lânguidas lembravam a indumentária das freiras, essas, porém nada santas: transparência, couro, veludo, pele fake e vinil arremataram essas produções com uma boa dose de sex appeal e, até mesmo, sadomasoquismo (metaleiro clean!). Golas padres e altas – super comportadas – contrastaram com decotes profundos e com essa atitude sensual vermelha e preta, super incorporada nas modelos e nas peças que elas vestiam. Sombrio e instigante!







Ellus: Fetichista e rocker, a coleção inverno 2012 da marca usou e abusou do couro e dos looks total blacks. Resultado: mais Ellus impossível!  Por outro lado, boas surpresas tentadoras, como a mistura de tecidos texturizados e de propostas contrastante (como a renda e o próprio couro metalizado), metais bronzeados nos beneficiamentos, cores vibrantes e cintos-armaduras. O toque feminino, em meio a tantas referências heavy-metal, ficou por conta dos babados localizados na cintura, aquela tendência já anunciada dos Peplums – mas na Ellus esses são power! Peles sofisticadas arremataram os looks mulher-gato - no couro preto, vermelho, laranja desbotado e até pêssego. O bordado de paetês retangulares e abundantes e os tecidos mais fluídos de poucos e bons looks também funcionaram. Comprimento mini, fendas, transparência, e muita, mas muita atitude cool!







Mario Queiroz: o decorativismo, tendência-chave do inverno 2012, traçou a coleção da marca nessa estação. Misturas abundantes de tecidos imponentes, de beneficiamentos, estampas, motivos e texturas, resultaram naquela estética rica e sofisticada familiar ao tema. Em compensação, o shape é bem Mario: alfaiataria bem resolvida e construída, porém, com nuances interessantes de peças urbanas. A mistura do clássico e do moderno foi vista em blazers X jaquetas perfecto,pela cartela, ora dramática, ora real, e nas saias usadas com sobreposição de calças. Aliás, muitas sopreposições apareceram, nas mais  interessantes, uma montanha de peças com aspecto vintage formatavam looks meio grunges. P&B, mesclas, azul violeta, laranja e metalizados estavam lá, assim como os bordados localizados e as estampas geométricas,inspiradas no modernismo.






Huis Clos: a contemporaneidade a Huis Clos não perde a direção, não importa a estação. Nesse inverno, ela estava lá na predominância dos tons urbanos de mescla e no minimalismo comedido dos shapes, ainda sim, elaborados. Na marca, o menos, definitivamente, é mais. E nem por isso, o que se parece simples, o é. A limpeza de formas, a alfaiataria bem acabada e a brincadeira entre malha e tecido plano, desafiam com inteligência a nossa percepção. O romantismo perfumou a coleção com tons pastéis, rendinhas e cintura marcada por finos cintos. Tecidos molengas e pesados, como o veludo molhado e as malhas grossas ,como o moletom, se alternaram em estrutura e desestrutura. Tudo bem comedido! Os ombros arredondados, forte tendência, é a cara da cliente Huis Clos, não à toa, ele super apareceu. Efeito envelope, zípers, recortes e estética proposital dos tecidos inacabados, somaram, ainda mais, independência a essa mulher. Ah! A inspiração veio das lingeries vintage – chique e feminino.






Samuel Cirnansck : o inverno do estilista inspirado em peles e jóias - super-desejos femininos - foi, obviamente, decorado. Bordados de pedrarias reluzentes e os efeitos texturizados dos tecidos nobres garantiram certa dramaticidade à coleção, que além desses, abordou muito volume. Era tudo máxi: brilho, babados, plumas, transparência.  A estética pomposa, até meio cinematográfica, só confirmou o talento do estilista para vestidos de festa, se não, de baile. Cisnei negro é pouco para Samuel! A cartela black and white e dourado, apesar de simplificada, era riquíssima, exatamente pela abundância de elementos decorativos. A seda tinha efeito de pele real, e foi criada especialmente para essa coleção. Além desse, todos os outros mini detalhes, juntos, fizeram a diferença no visual feminino e sofisticado da coleção. Feminilidade é a palavra nesse inverno: sensual, justo ao corpo e revelador, a silhueta vestiu  verdadeiras sereias.


domingo, 15 de janeiro de 2012

Resumo Fashion Rio | Sábado




Giulia Broges : a menina sabe vestir as meninas, e isso é bem notório na jeito luxuoso, sensual, repleto de tendências de moda e com toques de inovação que Giulia faz a sua modinha. Inspirada pelo estilo musical Rock Glam, a coleção de inverno da estilista teve verdadeiramente essa pegada: roqueira e glamourosa. A cliente Giulia Borges espera ver, se deliciar e consumir exatamente o que foi apresentado na passarela: peças de silhueta feminina desenvolvida em tecidos poderosos (renda, brilhos e texturas ricas), tendências bem editadas e adaptadas a elas (babados na cintura, camisaria de seda, transparência sensual, conjuntinhos e afins) e cartela usável com boas surpresinhas (como o preto total, os looks P&B e as nuances de neon laranja e lima). Adorei o mix de tecidos e texturas e as opções de mini saias, shortinhos, calças e vestidos mídis – para todos os gostos teens o mix de produto. A pele a mostra também foi uma forte aliada nessa coleção, revelada em transparências, recortes e tecidos furadinhos. Já vi, mas fiquei com vontade de muitas coisas!





Nica Kessler: mais uma queridinha minha não me desapontou! Nica foi até as tribos indígenas Delaware, que viveram ao sul de NYC, para se inspirar e criar o seu inverno 2012. O resultado: estampas tribais, cartela quente e vibrante, modelagens superfluidas intercaladas a peças estruturadas e feminíssimas. A vibe nativa estava na passarela alternada a uma irreverência bem nova-iorquina – com certeza, reflexo da dualidade da inspiração. Ainda que, com estamparia étnica, tons terrosos, tecidos característicos como o chamois e o tricô, e os acessórios artesanais, a atitude e, principalmente, o shape da coleção, eram da cidade. Vestidos femininos com cintura marcada e babados localizados, alfaiataria cool, jaquetinhas chopped e macacos (peça característica de Nica), foram algumas das peças-reflexo desse olhar contemporâneo a um tema que poderia facilmente ser de leitura ordinária. Ah! O cinto de águia que arrematou alguns looks é desejo imediato!





Andrea Marques : toque retrôzinho romântico somado ao minimalismo contemporâneo. O estilo tão característico da estilista foi imposto com sucesso na passarela de inverno: silhueta feminina, porém comportada, peças de alfaiataria limpa e outras de fluidez sensual, estampas delicadas e peças clássicas com toque de refinamento moderno. Comprimento midi, tecidos e efeito plissado, golas de laçarote, camisaria fresh e vestidos vaporosos apareceram na passarela em tons ora delicados, ora vibrantes. Chantilly, laranja, preto, verde-musgo, canela e azul-violeta foram algumas as escolhas acertadas para a mulher que veste Andrea Marques. Desfile elegante, sofisticado, feminino e com informações de moda interpretadas de maneira delicada e natural.






Oestúdio :  para equilibrar o último dia de desfiles, uma pitada de conceito e experimentalismo. A identidade do Oestúdio estava lá, dessa vez explorada em peças multifuncionais e com plurais interpretações – objetivo da coleção. Super contemporâneo e original, o desfile também contou com peças-sensação do inverno: camisaria, linhas simples, saia longa transparente e a cor laranja – mas tudo com o toque da marca! Variações de verdes fechados e azuis (esses tons até se confundiam), tangerina e preto, coloriam muitos looks monocromáticos e os já famosos conjuntinhos estampados. Aliás, pontos para as estampas, que, com efeito caleidoscópio, impressionaram e confundiram ainda mais as peças de modelagens elaboradas e oversize.






Ausländer : criteriosamente jovem e urbana, o inverno da Ausländer reuniu essa turminha cool e subiu a serra rumo a uma viagem relaxante. Looks que mixavam referências boho à peças descoladas da cidade foram desenvolvidos elegante e confortavelmente. Ou seja: cobertor de lã, por exemplo, ganhou status de peça-desejo adaptado a maxi poncho, cachecol, saia de cintura alta e por aí vai. Assim também rolou com os tricôs de pontos largos, que ao invés de só esquentar, sofisticou as produções e esse clima aconchegante. Cartela de caubói com nuances de mescla e black. Aliás, essa contradição meio rural x urbano também se deu nos tecidos: couro, malha, jeans, veludo, e nobres com transparência  brincaram com chamois, tricô, lã e rendados. O efeito franjado também apareceu, como se aquele velho cobertor estivesse se desfiando na barra. Para concluir a análise e o Fashion Rio, mais um toque de tendência: o chapéu de feltro tão hit por aí compôs os looks. Só podia ser a Ausländer!





domingo, 5 de junho de 2011

Ausländer - sábado


A estampa de poá foi interpretada nas peças femininas e masculinas. ( fonte : vogue.globo.com )

A moderno-alternativa Ausländer escolheu um casting condizente com o seu conceito para desfilar o verão 2012, nele estavam o andrógino Adrej Pejic (ele ou ela?) e o tatuado Zombie Boy (aquele mesmo do clipe da Lady Gaga). Os dois, e todos os outros modelos, desfilaram uma coleção motivada por misturas e sobreposições. As peças de verão traduziam uma cartela de cor cinzenta, urbana e dedicada, na sua maioria, a uma moda noite. O mix de referências passadas brincaram com diversas décadas em um só look, por isso, pudemos ver o romantismo do poá (no feminino e no masculino) unido às ombreiras características dos 80´s, assim como o estilo navy contrastanto com a obscuridade do rocker. As camisetas com frases de efeito que garantiram o sucesso da Ausländer também estavam lá, em outro contraste: a frase ‘Oh Lord, i´ve sinned’ estava estampada na t-shirt de Adrej Pejic  em um look tipicamente feminino.  Cheia de dualidades e polêmicas, a marca (que adora um marketing) encerrou o Fashion Rio com uma festa de arromba para marketing nenhum botar defeito!

Looks femininos desfilados por mulheres e homens, como fez o modelo andrógino Andrej Pejic.

O preto prefominou no verão da Ausländer, garantindo uma boa variedade de roupas para a noite. ( fonte: vogue.globo.com )


British Colony - sábado


'Total white' em tecidos fluídos como a seda e a musseline foram a aposta da British Colony. ( fonte : vogue.globo.com )

Se a previsão para o verão 2012 é de calor intenso, a British Colony vai garantir o frescor da estação. Isso é o que propõe a coleção ' Live Aquatic ' assinada por Maxime Perelmuter, que veio recheada de peças fresquinhas e leves para vestir homens e mulheres antenadas. Os tecidos leves como a musseline (também plissada) e a seda trouxeram transparência (sexy na  medida!) e fluidez às peças. A novidade ficou por conta da alfaiataria trabalhada nesses mesmo tecidos. Resultado: alfaiataria renovada e com cara de verão! A cartela de cor também estava com essa vibe fresh, os tons utilizados foram o branco, off-white, azul-turquesa, azul-violeta e laranja. Aliás, os ‘color bloking’ assumidos foram neutralizados exatamente pelo uso dos tecidos leves, ou seja, nada pesou os olhos e o corpo. Assumidos também foram os looks 'total white', mais leves impossível. O print geométrico e colorido agregou elementos modernos e urbanos à uma coleção praiana. Praia chic, sofisticada e carioca !

Azul-truqueza e o azul-violete criaram um lindo 'color bloking' suavizado pelos tecidos leves. ( fonte : vogue.globo.com )

Alfaiataria com prints geométricos e cores fortes. ( fonte : vogue.globo.com )

Cantão - sábado




Estamparia geométrica colorida e modelagens amplas traduziram o que é 'Viver Bem' na concepção da Cantão. ( fonte: vogue.globo.com )

A Cantão está de cara nova, literalmente. Porque além da coleção de verão 2012 ter marcado a estréia da estilista Lanza Mazza (ex- Mara Mac), ela também marcou uma reformulação necessária do estilo da Cantão (ufa!), e o melhor, sem perder o DNA da marca carioca. Intitulada de ‘Viver Bem’, o verão da marca vêm carregado de um conceito muito discutido na moda: o conforto. Com isso, esse conceito foi transformado em peças de formas amplas, soltas e alegres, e que traduzem acima de tudo ‘qualidade de vida’. Viver bem para a Cantão é simplesmente se rodear de cores, despojamento e conforto. Tecidos fluídos e molengos foram utilizados em estamparias vibrandes e na sua maioria geométricas (uma delícia a construção de motivos com essas ‘forminhas’). E atenção! Uma coleção confort não significa uma coleção com ausência de feminilidade e elegância, pelo ao contrário. Tal característica foi conquistada pelo uso de tecidos nobres (musseline e camurça) e pela modelagem inteligente, característica comum as mulheres. Ou seja, coleção inteligente !

Tecidos nobres como o chamois e a musseline garantiram sofisticação à uma coleção que prezou pelo conforto. ( fonte : vogue.globo.com )

Nica Kessler - sábado




Estamparia fresh com motivo de gaivotas foi a aposta da estilista para rejuvenecer esdtilo navy. ( fonte : vogue.globo.com )

O verão da Nica Kessler se encaixa perfeitamente no clima fresh e sofisticado que a típica estação carioca pede. A temática navy reetitada (não houve a combinação marinho-vermelho-branco ou a estética característica do estilo) desenhou uma coleção trabalhada em estampas perfeitas para os lindos dias de velejo no mar, rodeados por gaivotas. A cartela de cor misturou os tons aquarelados de lilás, amarelo e verde aos tons mais vivos como o laranja e o verde-água, remetendo a um colorido pôr-do-sol. O plissado (hit!) marcou presença assim como os shapes soltos/confort, tudo isso muito bem trabalhado e sem perder a feminilidade comum da marca ( vistos nos vestidos acinturados e nas saias longas combinadas com tops que deixavam a barriga a mostra). ‘Coleção bem amarrada como nó de marinheiro’, aliás, esses estavam presentes nos acessórios como colares e suspensórios : cool !

Cartela de cor aquarelada mixada com tons quentes garantiu o clima de pôr-do-sol ao desfile. ( fonte : vogue.globo.com )

Walter Rodrigues - sábado


Alfaiataria limpa trabalhada em cores sóbrias traduziram a simplicidade da coleção. ( fonte : vogue.globo.com )

A coleção de verão 2012 do Walter Rodrigues foi simplificada quanto as formas e cores, ambas com propostas limpas para a estação. A alfaitaria foi a principal vertende escolhida pelo estilista para trabalhar tal sutileza de formas, por isso, o shape das peças ficaram no limiar entre o lânguido e o estruturado. A malharia pesada e molenga também apareceu em vestidos longos, nessas peças o shape clean foi quebrado pelo balanço do tecido. A cartela de cor sóbria passeou entre os tons de branco, gelo, bege e vinho. A segunda parte do desfile, bem mais jovial , trouxe os bordados para uma silhueta teen, como nos vestidos de barra pregueada, quase college (o oxford branco com meia 3/4 preta arrematou os looks perfeitamente). Walter provou que muitas vezes o menos é mais, e embalou nessa onda mínimal que invadiu a moda.
Bloco jovem da coleção : shapes juvenis trabalhados em tecidos bordados. ( fonte : vogue.globo.com )