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domingo, 17 de junho de 2012

Destaques SPFW | 16/06







Cavalera : 

Se há uma palavra que combina perfeitamente com o desfile da Cavalera, essa palavra é polêmica. Não só pela muralha de profissionais da moda que encerrou o desfile da marca a fim de reivindicar uma atençãozinha de Dilma, mas também pelos diversos contrastes e sensações opostas que a coleção despertou – boas ou ruins. Adorei a locação trash que serviu de passarela para falar sobre uma Bahia deteriorada, aliás, o hilo de materiais, proporções e estampas foi constante nos looks desenvolvidos a partir de muitas sobreposições. Por falar nisso, se a calça sobre saia já foi anunciado como truque de styling lá fora, por aqui, a Cavalera conseguiu refrescar e abrasileirar a proposta. O conceito é bom, mas será que pega?

André Lima :
André Lima até tentou fazer uma coleção mais próxima do consumidor popular, mas não tem jeito: ele nasceu para brilhar no corpo das mulheres mais glamourosas do país! Seus vestidos poderosos, esvoaçantes, com estampas e tecidos especiais são a cara dessa consumidora/fã do trabalho do estilista. A pegada over, vibrante e com um ‘quê’ étnico da coleção se resumem nessas duas fotos: o que falar do maxi brinco geométrico e do vestido pavão? Esse é o André Lima na essência e o que queremos ver no SPFW! Tomara que ele continue deixando as peças comerciais só para a sua parceria com a Riachuelo e que, na passarela, faça o que sabe de melhor: arte.

Têca:
Já estava com saudade de ver as coleções da Têca na passarela! Do Rio para São Paulo, acho que Helô Rocha acertou ao migrar para a semana de moda mais importante do nosso país. A Têca merece mais atenção pelo cuidado, carinho e histórias deliciosas que conta por traz de cada look das suas coleções. Ainda assim, o DNA da sua menina-mulher, apesar de cosmopolita, é carioquíssimo – deve ser por isso que me identifico tanto com o mood romântico, relax e naturalmente chique da marca! Lindos os conjuntinhos e as estampas que, juntas e misturadas, refletem a jornada da mulher que roda o mundo - para isso, óbvio, referências de culturas mil!
                                                                     
                                                                     Fernanda Yamamoto:
Inspirada em um arquiteto e em um artista plástico, a coleção arquitetônica de Fernanda Yamamoto seguiu por essa onda experimental - tão essencial durante um processo criativo. E teve experimentação de ponta a ponta: formas inusitadas, dobraduras, materiais incomuns, jogo de cores e estamparia... E apesar da Fernanda sempre criar roupas-design, bons looks comerciais cruzaram as passarelas. Achou irreal? A consumidora da marca é vanguardista e vai adorar essa nova forma de fazer roupa!
                                                                         
                                                                              Amapô:
Quando já pensamos ver tudo nos looks chamativos da Amapô, a ferramenta ‘zoom’ faz com que a gente desvende ainda outras mil coisas por traz da atitude over, divertida e cheia de informação característica da marca. Olha que incrível o franjado de canutilho do primeiro look! E a estamparia dos outros dois? O tecido floral de babados com fios metalizados e o colorido psicodélico neon não podem passar despercebidos entre tantos bons (e energizantes) momentos do verão da marca! Muitos bons drink para comemorar, então!

Samuel Cirnansck:
O preciosismo artesanal que Samuel imprime em suas peças é de tirar o fôlego! Cada rico bordado, volumosa camada e transparência delicada faz com que o estilista se enquadre na categoria de estilista-artesão. E mesmo que não exista ‘alta-costura’ por aqui, a sofisticação, a exclusividade e a qualidade das criações de Samuel fazem com que ele seja o número um quando o assunto é roupa de festa. Nenhuma atriz faria feio no tapete vermelho com uma criação do estilista - muito pelo ao contrário! Aposto que vai ter muita gringa querendo ser ninfa nos bailes de gala pelo mundo!







sábado, 16 de junho de 2012

Destaques SPFW | 15/06


Reinaldo Lourenço:
 Reinaldo Lourenço foi além dos clichês do universo náutico nesse verão. Esqueça a roupa de marinheiro, as âncoras e a combinação marinho + vermelho + branco. O azul que aparece na coleção do estilista é esse aí: oceano, vivo e... Klein! Além disso, o trabalho experimental com os ilhós (como na barra do vestido) rendeu modelagens inteligentes e detalhes criativos. E o que falar desse micromatelassê que serviu de base para ótimos looks? Sinal de que a textura pode ser atual e não precisa sempre estar atrelada a vertente vintage!


R.Rosner:
Rodrigo Rosner domina a moda festa muito bem, e é por isso que seu segundo desfile foi, novamente, recheado de vestidos de arrepiar! Tecidos nobres, bordados luxuosos, transparência e peças com ar exclusivo contaram um pouco da cultura Húngara na passarela do SPFW. Mais uma vez, essa foto do backstage resume perfeitamente o clima de glamour que pairou no ar com seu desfile! Detalhe para a sandália alada que, assim como a plumagem, fez a mulherada flutuar pela coleção.


                                                          Alexandre Herchcovith- masc. :
Interessante ver que, por trás de uma história bem contata – Alexandre viajou até a Segunda Guerra Mundial para desenvolver sua coleção masculina –, também existem bons links com a moda atual. É quando  o passado e o futuro se encontram! As fortes tendências do vestuário feminino para o próximo verão, como as texturas aquosas e plastificadas, o mix de estampas e a cartela pastel, foram moldadas com louvor (e masculinidade!) ao universo do guerrilheiro.

                                                                      Glória Coelho:
Glória Coelho é o espelho de um futuro criativo, inovador e instigante. Nesse verão, ela foi parar em 2035, mas, ainda assim, não se distanciou dos desejos de 2012. Aliás, ainda que, traçando um caminho contrário ao de Hercovitch no seu desfile masculino (ele olha para trás, e ela para frente), ambos conseguem trazer esse universo e tempo distantes para o presente. Os ombros arredondados, as capas de chuva tecnológicas, a cartela calma e as matérias-primas plastificadas - como no detalhe de dois dos lindos looks do seu desfile - confirmam a grande designer que Glória é.

Vitorino Campos:
O SPFW ainda nem acabou, mas já há um forte candidato ao ‘título’ de melhor coleção da temporada. Em um dia recheado de desfiles importante e com grandes nomes da moda brasileira, a estreia de Vitorino Campos mostrou que ele pode (e deve!) estar entre eles. Com uma linha mais minimalista e clássica, a coleção de verão de Vitorino passeou, principalmente, entre os também clássicos e minimalistas tons de P&B. A graça ficou por conta dos vestidos rodados à la Dior, das saias lápis e alfaiataria impecável, e da transparência pontuada em recortes charmosos. Quem disse que menos não era mais nesse verão?

Lino Villaventura:
Teatral, o desfile de Lino Villaventura teve o decorativismo como seu aliado número um. Isso quer dizer que o pegada over das peças desabrochou uma coleção cheia de Vida (nome escolhido para intitular o verão 2012 do estilista): volume, bordados, transparência, camadas de tule, tecidos nobres e tudo mais que o traje de um Baile de Máscaras tem direito! As máscaras, por sinal, não só eram lindas, como ajudavam a embalar o clima do desfile. A bagunça no backstage mostra que as modelos entraram na dança!












sexta-feira, 15 de junho de 2012

Destaques SPFW | 14/06


Neon:
Todas nós já conhecemos (e adoramos!) o universo irreverente, colorido e vaporoso da Neon. Deve ser por isso que, dessa vez, o que mais me chamou atenção no desfile cigano da marca foi, exatamente, uma vertente oposta do DNA de Dudu e Rita– vertente essa, até então, desconhecida por mim. Os looks mais sóbrios (lê-se menos estampados), compostos por alfaiataria clássica e com pegada boysh foram a boa surpresa do dia!

João Pimenta:
A aventura de João Pimenta é conceituar o guarda-roupa masculino. Entre peças possíveis e impossíveis, há uma unanimidade: os modelos que cruzaram a passarela do SPFW desfilaram belezas quase irreais - como alguns looks! Lindas também foram as peças desenvolvidas a partir desse linho rústico, quase saco de batata. Aliás, a atmosfera étnica desses dois looks é encantadora.  Zoom no par de slipper tramado que eu quero para mim já!

Julinana Jabour:
Ju Jabour acertou ao investir em um sportswear luxuoso para o próximo verão, mas sem deixar seu toque romântico boho de lado – resultado do mix de referências 80´s e 70´s na coleção da estilista, respectivamente.  A coleção é tão gostosa e comercial que não é difícil eleger uma peça-desejo! A bolsa-saco apareceu em diversas versões: lisa em nude e azlul klein, e listrada em terrosos (conjuntinho cool!) e cartela de verdes-água.  

                                                                    Jerfferson Kulig:
Tem Rio+20 por aqui e Jerfferson Kulig em SP. Tal comparação é necessária exatamente porque o estilista se dedicou, nessa temporada, a utilizar e desenvolver apenas tecidos sustentáveis. O resultado é surpreendente, já que a qualidade de tecidos nobres, como seda e tafetá, não foi afetada. Cool, né? E se o futuro da moda caminha para tal evolução, o shape da coleção não poderia ser diferente: pegada futurista. Ombros avantajados, recortes inusitados e tecidos de efeito surpreendente, como essa telinha, moldaram a coleção do estilista. 

Osklen:
A tendência tá pra Osklen! A marca de DNA praiano nem precisou se esforçar para acertar a mão entre conceito e comércio, já que, em 2013, o sol reluz a seu favor. Fazendo o que sabe de melhor e, ainda assim, com um tempero de design apurado que brinca com o rústico e com o hi tech, a marca estava se sentindo em casa (ou melhor, na praia). Adorei a sequência solar dos alaranjados de pôr do sol que mixou elementos naturais (como a palha) e tecnológicos (como o maxi colar plastificado)!

Colcci:
Há sempre uma certeza nos desfiles da Colcci: as tendências que já gritam pelo mundo serão bem adaptadas para a passarela brasileira. E não é que o assunto caiu como uma luva em relação aos últimos assuntos abordados aqui blog? Além dos looks que exploram a vertente fluo e pastel em sua totalidade, os que imprimem o equilíbrio entre esses tons apostos (como o do meio) são os mais inspiradores! Mais uma marca a mergulhar no fundo do mar, a Colcci já encheu seus consumidores de água na boca.




quarta-feira, 13 de junho de 2012

Destaques SPFW | 13/06





Água de Coco:
A Água de Coco trouxe para a passarela do SPFW uma riqueza artesanal inovadora para a moda praia. A coleção, inspirada na Turquia, teve o étnico (que tanto já falamos por aqui!) como referência-mãe.  Tramas, texturas, aplicações e recortes inovadores - além da linda estamparia - me fizeram viajar até a Capadócia sem precisar sair do computador!


UMA:
Nem a UMA, marca síntese do minimalismo, conseguiu dar as costas para a tal tentação dos tecidos texturizados e nada básicos. Na medida, a franja localizada e o crepe de seda riscado translúcido revelaram movimento e uma sensualidade sofisticada à coleção. Aliás, os maxi colares emborrachados com pegada africana também trouxeram à tona esse lado, digamos, over da mulher UMA.


Adriana Degreas 
Mais do que um beachwear luxuoso, Adriana Degreas sabe fazer, como ninguém, roupas de luxo que transbordam a orla. O que dizer do barroquismo aplicado, literalmente, a esses três looks? A saia lápis cravejada, o macaquinho de tricô metalizado e o longo bordado de micro paetês dourados são peças-chave do verão urbano e que, nas mãos da Adriana, prometem ser também adequados ao pós-praia.  Lushuo!


Forum:
A Fórum deixou sua pegada rocker de lado e resolveu mergulhar no universo tropical brasileiro. Olha que delícia esse look com estampa de caipirinha! Um brinde a Marta Ciribelli, estilista que teve a missão de reintegrar a marca ao calendário fashion paulista. O verde-lima do shortinho e a textura aquosa da ‘t-shirt’ são só algumas das boas (e comerciais) tendências de verão que apareceram na passarela da Fórum!  






Destaques SPFW | 12/06


Paula Raia:
O jogo de mostra-esconde da Paula Raia é a arma ideal para as mulheres que querem se sentir sensuais e frescas na medida. Aliás, é exatamente no verão que a brasileira deseja, mais do que nunca, essas sensações. O tom de bruma do mar, os recortes, o tule, a silhueta fluída e a pele a mostra, juntos, resultam nesse look que, apesar de longo e de manga comprida, é hot!

Ellus:
Essa foto clicada pelo Sergio Caddah é do backstage da Ellus. No entando, o resumo da obra traduz tão bem a sereia dark proposta pela marca, que essa poderia até ser a foto da campanha, né não? Detalhe para o incrível anel-barbatana e para o óculos com shape de snorkel. 

Movimento:
A estilista da Movimento, Tininha de Fonte, acertou em cheio ao transportar o mullet para o seu lugar de origem: a praia.  Imagina que delícia vestir por cima do biquíni essa estampa tropical e, para arrastar corações, desfilar a sua cauda de sereia esvoaçante no balneário dos sonhos? Fora os acessórios de guerrilheira, o look é super real!

                                                                                Iódice:
Não, você não está ficando louca! Realmente, o fundo do mar está causando um tsunami na moda. Mais uma marca a explorar o tema marítimo, a Iódice balançou meu coração com esse vestido cítrico. A textura de esponja, o toque neon das anêmonas, o shape que mistura a referência scuba com o volume e balanço das algas e o efeito translúcido aquoso foram coroados com o cinto de tubarão!

Ronaldo Fraga:
Do mar para a terra! Que Ronaldo Fraga representa como ninguém a nossa cultura, isso não se discute. Deve ser por isso que, ao se inspirar no Pará, ele tenha redescoberto o étnico brasileiro, o de raiz. Estou, até agora, quebrando a cabeça para desvendar como ele conseguiu esse efeito de mosaico amadeirado para essas peças. Alguém aí?








segunda-feira, 11 de junho de 2012

Destaques SPFW | 11/06


Animale:
Melhor do que a atitude da mulher Animale - que une o despojamento do espírito livre do safári com a correria da cidade - é a roupa que a veste com esperteza (e sempre conectada com o tal lifestyle hilo!). Existe zebra mais cosmopolita que essa? É tipo Marty fugindo do zoológico de NYC e querendo descobrir a savana de Madagascar. Cool! 

Alexandre Herhcovitch:
Love(and fun) is in the air para Herchcovitch. No clima Dia dos Namorados 80´s, o estilista nem precisou de cupido para acertar em cheio o coração das fashionistas com esses dois looks do desfile: shape, estampas e cores para não passar despercebido. Os modelos, que misturam o xadrez P&B ao quente amarelo e vermelho, são, sem dúvida, o calorzinho que faltava para os amantes celebrarem com diversão o dia de amanhã! 

                                                                       Tufi Duek:
 Dentre tantas novas maneiras de se calçar um sneaker, a versão do Tufi Duek vai ser a preferida das mulheres que não abrem mão da sofisticação nem no calçadão de paralelepípedos. O tênis de cano alto embutido criado por Isabel Marant foi apenas o primeiro star para um sport chique urbano. Tufi foi além e o resultado é esse: scarpin branco abotinado com direito a material acolchoado e cadarço como de um sneaker. Ame-o ou deixe-o?

FH por Fause Haten:
Fause e seu decorativismo peculiar nem se esforçam para entrar na dança das tendências verão 2013. Incrível a atitude black power misturada ao luxo dos bordados, transparências, estampas aquareladas e modelagens couture. A mega gargantilha de placa de metal tem tudo para substituir o maxicolar barroco e as golinhas destacáveis do inverno. 


Triton:
Assim como na última temporada, o top do desfile da Triton foi a estamparia. Porém, além das incríveis imagens que saltam os looks já afastados do corpo, outro elemento acentuou de vez o efeito tridimensional das peças: as ricas texturas.  A mistura entre motivos brocados, estampados, metalizados e bordados cria esse efeito elétrico e cheio de referências para viajar de cabeça.





segunda-feira, 28 de maio de 2012

Hora de fluorescer !



Scarpin Sergio Rossi.
Para o primeiro post pós-viagem de pesquisa de verão, fiquei na dúvida sobre o que abordar em meio a tantas novidades e inspirações colhidas entre Roma, Pescara, Turim e Paris durante exatos 11 dias. O gancho perfeito me veio junto a uma natural decepção, afinal de contas, depois de três temporadas, esse foi o primeiro Fashion Rio sem a cobertura diferenciada do caCOOL. Mas como diz o ditado: há males que vem para o bem! Enquanto vocês podem ler diversas ótimas análises dos desfiles em inúmeros sites web a fora, só aqui a conexão com o alto verão europeu e os desfiles de verão da semana de moda carioca será feita quase que simultaneamente. E se o caCOOL é um site essencialmente de pesquisa de tendências, há maneira melhor de confirmar, comparar e reivindicar as criações brasileiras com olho (e pé) na fonte de pesquisa desses criadores? E quanto ao DNA carioca? Será que essas tendências foram cuidadosamente adaptadas ao nosso lifestyle?  Ou será que são meros ‘ctrl c ctrl v’ da ideia gringa? Objetivo mais que explicado sobre os post que sucederão nesse espaço, vamos a eles!



Apesar de não ser a tendência-mãe por lá (na verdade, as cores vibrantes vêm exatamente para reivindicar a aura pastel que pairou no ar europeu), os tons de neon fluorescem com sucesso qualquer vitrine das big magasins. Naturalmente fake, essas cores cumprem o seu papel com louvor: chamar a atenção. Por essa eletricidade peculiar (tão comum também à mulher brasileira), me peguei refletindo: ‘Se não pegar neon no Brasil, não pega mais nada!’. Batata! A primeira matéria da Vogue sobre as #toptrends do Fashion Rio tinha os tons fluorescentes como destaque. Quanta ironia!

E lá vai outra ‘coincidência’! Marcas de espírito e cabeça jovem aqui e lá foram as que mais se respingaram de luz enérgica. O texto já era marcado e previsto, né não?  Bolsas (principalmente a tal Cambridge Satchel desfilada pela nossa amiga parisiense no Châtelet), sapatos e detalhes alegres são as principais ferramentas para eletrizar o look. Mais uma vez, os acessórios são a alma do negócio! A garotada europeia curte e a menina carioca (apesar de estar sempre voltada para um universo mais natureba) também vai curtir essa injeção de ânimo que é a cara verão. E, vamos combinar, não é difícil prever tal adesão em massa. Ou vocês se esqueceram da síndrome do scarpin fluo há, mais ou menos, três verões passados? A brasileira gosta e quer chamar atenção, assim como o nosso país (um vagalume em meio a tantas economias perdidas no breu da política do Velho Mundo). Somos a luz no fim do túnel!



Vitrine da Prada.

Street style no Châtelet.

Vitrine de loja local de Turim.

Interior da loja do Roberto Cavalli em Roma.

Vitrine da United Color of Benetton em Turim .

Vitrine enérgica de uma loja local de Turim.

Vitrine inspiradora e reflexo da oposição entre candy e fluo colors.



Beijos, Carol Gama.








quinta-feira, 19 de abril de 2012

TOP 10 | Outono Inverno 2013 | Sport







O papo esportivo do último post rendeu e invadiu o blog de vez! De volta ao nosso TOP 10 Outono Inverno 2013, hoje é dia de pontuar as referências esportivas que apareceram nas passarelas internacionais. E olha que não foram poucas! O sportswear, vira e mexe, inspira designers através da sua característica funcionalidade, atualidade e diversidade de materiais. Mas em tempos de tantos eventos esportivos, como as Olimpíadas desse ano e a Copa no próximo, parece que o assunto veio, ainda mais, a calhar. A primeira grande impressão vem do universo motor, isso quer dizer que as jaquetas perfecto reapareceram em incríveis interpretações. Stella McCartney e Proenza Schouler apostaram em casacos-vestidos limpos, com pala transpassada e brincadeira dubble face na mesma. Coincidência ou não, a cartela de cor de ambas das marcas surfou entre o azul bic, o branco e o preto (com direito a todas as suas variações urbanas de cinza!). O utilitarismo ficou por conta dos zíperes imponentes e sempre presentes – já que esse é beneficiamento obrigatório quando o assunto é moda esportiva.





Outra unanimidade foram as maxi jaquetas com pegada hitech. Tecidos tecnológicos, impermeáveis e metalizados apareceram em casacos fofos e volumosos (efeito, principalmente, causado pelo matelassê). Por outro lado, os vestidos scuba – que já são sucesso nesse verão – resurgiram em versões mais invernais.  Inspiradas nas roupas dos mergulhadores, as peças coladas ao corpo realçam a silhueta através de recortes e de malhas que imitam o neoprene. Esse é pra quem pode! Para completar, a síntese perfeita de todas as tendências do universo esportivo é, sem dúvida, o look do desfile do Piter Piloto: vestido scuba sob jaquetão tecnológico.  Além das peças, ponto para as suas típicas estampas digitais que retratam, literalmente, estampas e corais. É para mergulhar profundamente nessa onda esportiva !





segunda-feira, 16 de abril de 2012

TOP 10 | Outono Inverno 2013 | Aquoso




Dia de chuva no Rio, dia de papo molhado no caCOOL! Brilhos e metalizados, bordados ricos, texturas exuberantes e outras milhares variações de tecidos especiais apareceram nos desfiles outono inverno 2013. Isso nós já sabemos! Porém, uma nova (e tecnológica) qualidade chamou a atenção nas passarelas: o efeito aquoso. Como uma película de água cintilante aplicada a superfície desses tecidos, o efeito criado pelos designers é original e poderoso.  Aliás, muitas peças com pegada futurista do post passado foram desenvolvidas a partir desse toque plastificado - combinação perfeita! Além do brilho característico do verniz, outras interessantes texturas foram criadas e somadas ao efeito, como o craquelado do Alexander Wang  e o croco da Dsquered2. Prova de que o couro continuou em cena, evoluiu e se tornou ainda mais fake – tendência global da temporada. Uma pitada de cor também vale! Apesar de o preto ser o tom preferido para destacar o resultado aquoso, o branco-astronauta da J.W. Anderson e o amarelo-mostarda da  Marni são bons exemplos de que ‘mais’, nesses caso, nunca é demais!


Mais uma vez, o zoom nos permite viajar nessas texturas!  O vestido do Jill Sander é de derreter o coração de qualquer uma. Melhor do que ver, seria tocar! Confesso que fiquei curiosa para saber qual a sensação do toque desse verniz: duro, macio, plastificado, aveludado? Enfim, se alguém comprar ou ficar de cara a cara com essa belezura, favor dividir com a gente!  Enquanto isso, a gente continua babando por essas novidades têxteis que, de fato, levam tais peças a um lugar incomum e as tornam ainda mais únicas. Para mim, as matérias-primas diferenciadas parecem, cada vez mais, ser a saída para uma diferenciação tão procurada pelos designers e perdida pela moda rápida. Apesar de o envernizado ser grosseiro e assumido, difícil mesmo será copiá-lo com qualidade!


Beijos,

Carol Gama.


quarta-feira, 11 de abril de 2012

TOP 10 | Outono Inverno 2013 | Volume



Lembram quando pontuei no post sobre a tendência OVER que, para o próximo inverno, os tecidos exuberantes acompanharão modelagens nada simplificadas e comuns? Pois bem, é aí que o volume dá o ar da graça. Se o peplum já parecia uma armadilha para as meninas acima do peso - ou até mesmo para as reais -, o assunto de hoje pode ser um drama extra na vida dessas fashionistas. A silhueta oversize foi muito explorada nas passarelas internacionais outono inverno 2013, principalmente nos máxi casacos batizados de egg coat. Nome muito apropriado por sinal, já que a silhueta oval transforma essas peças em autênticos casulos. Apesar do shape conceitual, esses casacos que abraçam, protegem e, de fato, esquentam, tem tudo para se confirmar como peça-desejo da estação. Aliás, ele pode parecer até de outro mundo pelo shape tipicamente futurista, mas não é. Muitas coleções hipercomerciais de redes de fast fashion reeditaram o modelo, que apareceu realmente como grande novidade no inverno passado. Ou seja, é hora de deixar o vestidinho bandage no armário e/ou, simplesmente, apostar nele por baixo de casacão volumoso. Ultimamente, a galerinha it só tem desfilado com ele pelas ruas do atual inverno gringo, prova de que a peça já saiu das passarelas e invadiu as ruas nessa estação. Que dirá na próxima!

O ar futurista e minimalista, tão característico desse shape, ganha ainda mais destaque em peças desenvolvidas a partir de tecidos metalizados, como no caso dos modelos da Acne e do Alexandre Herchcovitch. O transpasse (como vocês podem ver nos looks da primeira colagem) foi a maneira preferida dos designers para arrematar tais peças. Aí, tem para todos os gostos: esportivo, clássico e, é claro, espacial. E se nesse inverno o foco estava totalmente voltado para as golas, no próximo, os holofotes voltarão para as mangas. Menos pesados, mas, ainda assim, com inspiração astronauta, as blusas e vestidos também ganharam acabamento redondinho – as versões da Celine e da Balenciaga vão trilhar o caminho perfeito e usável para a tendência. Pode apostar! É só arregaçar as mangas infladas!


quarta-feira, 4 de abril de 2012

TOP 10 | Outono Inverno 2013 | Over


O quarto, apesar de não ser o primeiro, é o tema mais importante do nosso TOP 10 Outono Inverno 2013. Digo e repito: ser over está na moda! Como a maioria das outras tendências, a extravagância também é pura evolução dos hits da temporada de verão. Prova viva e atual, as revistas de moda desses últimos meses reluzem campanhas (como exemplo, Prada e suas máxi joias) e editoriais exuberantes. Para o próximo inverno, a evolução não é natural – muito pelo ao contrário. O tema ‘ over ’ exalta tudo o que existe de mais montado, exagerado e fake no universo fashion.  Praticamente todas as importantes marcas apostaram em materiais diferenciados para desenvolver suas coleções, o que garante ainda mais exclusividade a essas peças-desejo. Será que essa foi a saída encontrada pelas grifes para driblar as cópias em massa? Parece que sim, já que ninguém duvida que os ricos bordados, texturas inovadoras e matérias-primas nobres elevam a dificuldade de reprodução e comercialização barata. A onda é ‘altocosturar’ o pronto-para-vestir ! 


De volta ao luxo ostensivo, outra grande aliada de marcas como Prada, Louis Vuitton e Miu Miu em busca dessa estética over, foram as pedrarias. A tendência já foi anunciada nos sites gringos, por isso, vale um zoom nos superbordados que elevaram tais peças de roupa à categoria de joias preciosas. Localizadas ou pontuadas, essas aplicações foram vistas, em sua maioria, fundidas a estampas e outras texturas. Ou seja, o bordado nunca está sozinho! Na verdade, ele aparece para acentuar ainda mais algo já chamativo! Too much pro seu gosto? Pois saiba que a mistureba vai muito além dos tecidos bordados + estampados. Materiais rendados, metalizados, brocados, aveludados e com transparência são algumas das superfícies que mais apareceram mixadas nas passarelas de outono inverno. O quê de dramaticidade se acentua (se possível!) devido a cartela de cor: preto, dourado e variações de rosa foram os tons preferidos dos designers. Aliás, a coleção da Dolce & Gabanna foi teatral além da conta, exatamente como pede a tendência. 


E se você achou que tudo já tinha sido sobrecarregado, se esqueceu de reparar no volume dessas peças. Aquela história de tecidos ricos equilibrados por shapes minimalistas fica no verão, pois o que se viu nos desfiles de inverno foram peças avantajadas, principalmente nos quadris e nos ombros. Para finalizar, ainda há o próprio volume que essas aplicações somam, inevitavelmente, aos tecidos. Por isso, atenção ao ser over! A tendência é, de fato, perigosa em todos os sentidos. Ainda assim, eu já vejo um montão de brasileiras se jogando de cabeça no carnaval invernal !





segunda-feira, 2 de abril de 2012

TOP 10 | Outono Inverno 2013 | Conjuntinho






O terceiro assunto do TOP 10 Outono Inverno 2013 também já é conhecido e reconhecido como supertendência: o conjuntinho. A arte de casar propositalmente peças da mesma estampa ou da mesma cor reapareceu com a avalanche de referências vintages (principalmente dos anos 30 e 40) nas últimas temporadas. Mas se antes o par perfeito para tal casamento era o de blazer e saia - o famoso tailleur –, o próximo inverno vai além. Desfilado por Prada, Miu Miu, Louis Vuitton e outros grandes nomes internacionais, o terno ganhou diversas interpretações nada sóbrias. Apesar do shape clássico e da referência masculina, os terninhos estão mais chamativos, femininos e atuais do que nunca! A grande (e principal) aliada de tal rejuvenescimento é, sem dúvida, a estamparia. Cores, motivos que se repetem, texturas e beneficiamentos exuberantes formam superfícies que desafiam o nosso olhar. Aliás, apesar do papo sobre matérias primas nobríssimas ficar para amanhã, é impossível não perceber o quanto elas reanimaram a moda e os seus clássicos, como o próprio conjunto de blazer e calça de alfaiataria.


Com a mesma importância dos conjuntinhos, é fácil perceber também o quanto os looks monoprint chacoalharam as passarelas invernais. Quando a moda era ser minimalista, a onda eram os looks monocromáticos, já que a moda agora é máxi, que venham os looks estampadamente coloridos por inteiro. Vale tudo! O styling de vestido + capa da Mulberry e o de calça + blusa do Peter Pilotto exemplifica perfeitamente a tendência, que, pode apostar, vai além do terno. Mesmo que essas peças não tenham sido criadas com o objetivo de serem usadas juntas (o que na maioria das vezes, o é), ouse mixá-las sem dó nem piedade.  O resultado é incrível, atual e, porque não, cafona? Apesar de poucas grandes novidades na estação, os desfiles Outono Inverno 2013 tiveram um importante propósito: reafirmar o over como in. A tendência, literalmente, é que o conceito de ‘cafona’ seja limado do vocabulário fashion.  Melhor que isso? A palavrinha que tanto assombra a cabeça de algumas mulheres por aí deve até se tornar um adjetivo nobre. Sobre a inversão, que pretende acabar com pré-conceitos, a gente fala amanhã. Eu já estou exageradamente animada! 

Beijos,

Carol Gama.

quarta-feira, 28 de março de 2012

TOP 10 | Outono Inverno 2013 | Peles




Todas sabemos que as peles tem sido a opção número um da menina-gringa-antenada para se aquecer no inverno rigoroso (as fotos de street style não nos deixam mentir!). E aqui no Brasil, será que pega? Parece que já pegou, pois a tendência do inverno 2012 está bombando e ganhou diversas adaptações inteligentes  nas recém-lançadas coleções de outono inverno. Eu confesso que estava ansiosa para saber como as marcas (principalmente cariocas) iam abordá-las no trópico. No país em que o calor não dá trégua nunca, definitivamente, as peles devem ter sido um tormento na vida das equipes de estilo. A saída foi encurtar as peças e pontuar a tendência, ou seja, o coletinho de pelos se tornou a aposta número dessas marcas.  Como eu bem disse ontem, nenhuma grande novidade para 2013! As peles continuam em cena e ganham, cada vez mais, versões diferenciadas. Coloridas, localizadas, em shapes nada comuns e até imitando crina de cavalo (como vocês puderam ver no post ‘Cavalgada Cool’), é nessa direção que as peles evoluem. 


O mix militar de Jason Wu propõe um contraste ótimo, o que fez a pele migrar do status de peça de luxo à peça necessária. Ou então, os militares chineses morreriam de frio em época de batalha invernal no contexto da coleção do estilista também chinês. Ainda assim, a necessidade é sofisticadíssima no olhar de Wu! Os pompoms foram parar em lugares inusitados: golas, mangas, saias e barras foram alguns dos principais alvos explorados pelo próprio Jasom Wu, além de Alexander McQueen, Galliano e Mugler (todos na primeira foto!). No caso das peças-únicas, os casacos continuam sendo os preferidos dos designers. Olha que máximo o colorido proposto pelo Peter Som! No mesmo grupo ousado, Jean Paul Gaultier também coloriu o material, em sua maioria, sempre utilizado em tons naturais.


Então, vamos ao que interessa? A questão principal quanto à tendência você já confirmou por aqui, ou seja, ela continua. Se você foi arrebatada pelas peles, não se esqueça de que, no Brasil, as peças mais leves são as melhores apostas. Se você viaja bastante, fique tranqüila para consumi-la à vontade, pois ela, definitivamente, não é tendencinha de uma única estação! Além do mais, um conselho de amiga: se você tem a oportunidade de ir lá para fora, deixa pra comprá-la lá - a indústria internacional tem melhor potencial para fabricá-la e vendê-la instantaneamente por preços camaradas. Outra questão importante e irrevogável: NADA de usar peles verdadeiras, a industrialização também está aí para nos deixar lindas, aquecidas e, ainda assim, ecologicamente corretas. 

Até o número 3 : conjuntinhos !

Beijos, Carol Gama.

domingo, 25 de março de 2012

TOP 10 | Outono Inverno 2013 | Plissado




Semana passada, o caCOOL iniciou a sua pesquisa de tendências outono | inverno 2013 com o post 'Cavalgada Cool'! Outras análises - baseadas nos desfiles que rolaram esse mês mundo a fora – ainda vão pintar e bordar por aqui e, por isso, resolvi abordá-las de maneira mais prática e gostosa. Como? Vai rolar um TOP 10 diário (prometo tentar!) com as tendências que mais apareceram nas passarelas, a fim de revelar o que continua e o que é, de fato, novo. Verdade seja dita, essa temporada invernal não revelou nenhuma SUPER novidade para a moda, o que mais pareceu uma evolução natural dos assuntos da estação passada para os gringos (a nossa atualíssima!). Se a crise continua, que continue também a fuga predestinada! No Brasil, o outono 2012 já bateu a nossa porta desde semana passada, e essa análise tem como objetivo, simplesmente, objetivar as suas compras de inverno. Se nós estamos cronologicamente ‘atrasados’ no calendário fashion, melhor aproveitar para consumir o que se confirmou nas passarelas e o que realmente valerá à pena, não é mesmo? A idéia aqui é investir em peças que vão ultrapassar o modismo de uma única temporada e que vão invadir a próxima com tudo. E quer saber? Os desfiles outono | inverno 2013 revelaram inúmeras delas. Número 1: plissado.


Para o próximo inverno, a primeira coisa que você precisa saber sobre o tecido plissado, é que ele está sofrendo uma revolução! Ou seja, ele está abandonando (aos poucos) a influência romântica e embarcando numa onda heavy metal. É claro que ainda existem muitas referências Lady Like cinquentinha - o que a Dior, naturalmente, sabe fazer como ninguém. A interpretação dark sensual da Gucci também é maravilhosa, mas ainda assim, permeia o romantismo agregado ao efeito plissado dos tecidos nobres e dos shapes femininos. Resultado: a tendência ainda rola para o próximo inverno e nós já podemos consumi-la agorinha, pois o hit está, aos montes, em todas as coleções de inverno na porta da sua casa. Essa interpretação suave do plissado é um ótimo exemplo do que continua firme e forte!

Por outro lado, os designers sempre arrumam um jeito de desafiar o que já é sucesso, e de deixá-lo ainda mais interessante. Nesse caso, Givenchy e Ralph Lauren não perderam tempo! Olha que incrível o plissado de couro que ambas as marcas trouxeram para os seus desfiles. Aliás, só dá ‘no couro’ (de novo!). Como eu bem disse, as máxi-tendências insistem em nos rodear, mas sempre existem evoluções e deslocamentos oportunos. Nesse caso, o romantismo óbvio do plissado fica um pouco de lado e dá lugar a essa nova vertente (tão sofisticada quanto!) de peso. É ou não é muito apropriado para a estação do frio? Eu adorei! 




Amanhã tem número 2: peles !


Beijos e até lá !


terça-feira, 20 de março de 2012

Cavalgada cool !


Terminados os desfiles internacionais da temporada de outono inverno 2012|13, hora de iniciar uma nova etapa de descoberta e desvendamentos. O que será que (re)surge para o próximo inverno? Bom, como na última temporada de verão, preferi esperar NY, Londres, Milão e Paris encerrarem os trabalhos para que o caCOOL pudesse iniciar o seu (preferido, diga-se de passagem!). Desculpem-me as leitoras curiosas, mas cá estamos nós, finalmente, com a cabeça oficialmente mergulhada na próxima estação. Prontas?



O primeiro e relevante tema desfilado nas passarelas não é novo para a moda e nem para as consumidoras. Na verdade, ele é até familiar. Lembra, há aproximadamente três anos, quando o must have da estação era a tal bota de montaria? Pois tire ela do armário (se é que a guardamos!) e prepare-se para incorporar não só ela, mas outros tantos elementos eqüestres que amamos. O universo da equitação revelou uma cavalaria mais sofisticada do que a passada, e esse refinamento se deu, principalmente, pela abundância de tecidos nobres como o couro e pela impecável alfaiataria característica desse vestuário. Porte de cavalo! Menos óbvia e mais rebuscada, foi nessa vibe que YSL apostou. Por outro lado, teve gaúcho legítimo na Hermès (com direito a calça bombacha, chapéu e bota franzida) e country girl na Izabel Marant (com franjas por todo lado, bota cowboy e muito chamois). Aliás, essa imagem boho pop de Izabel tem tudo para se tornar o próximo hit entre tantas marcas a nossa volta que bebem desse DNA. Mais literal e, ainda assim, cool, Givenchy e Galliano cavalgaram na mesma direção e shape: calças johdpur, paletó ajustado, luvas e um toque típico da indumentária hípica vintage da Belle Époque. O nosso conterrâneo Pedro Lourenço acertou ao investir na imagem dos cavalos em sua famosa estamparia. Se a selva já estava solta nas t-shirts, tricôs e em outros prints florestais por aí, imagina agora?

Até a pele, tendência hit do atual inverno internacional, entrou no estilo jóquei de ser. Ao invés dela, é a crina do cavalo que aparece aplicada a casacos, mangas, golas e afins. O aspecto é interessantíssimo, além de garantir volume e movimento às peças quentinhas. A variação de cor é exatamente aquela dos cavalos: caramelo, preto, marrom e branco foram os tons-aposta da Fendi, Mulberry, Jason Wu e McQueen. Atenção, Fashionistas! Ninguém vai sair por aí cortando rabo de cavalo campo a fora, por favor! Assim como as peles, o cool é ser fake no ‘úrtimo’!



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Lookbook Zara | Spring Summer 2012/12



Não há a menor dúvida: os lookbooks da Zara são parada obrigatória na agenda de pesquisa de tendências de todos os fashionista conectados, de equipes de estilo até meros consumidores. A verdade é que todos querem saber (alguns, infelizmente, copiar) o que a marca de fast fashion espanhola - e uma das principais do mercado - anda aprontando para as próximas estações. Recebi ontem o newsletter da Zara com as novas fotos da coleção de primavera verão 2012/2013, ou seja, o nosso próximo! Ainda que com temas salpicados em uma mesma campanha, a grande vantagem das produções propostas no lookbook da Zara é quanto à objetividade. Esqueça os editoriais conceituais e refletores, aqui o papo é reto e certeiro, já que os produtos são expostos de maneira clean e simplificada. Por isso, para não restar dúvidas, vamos explorá-lo!


A cartela candy explorada pela Louis Vuitton, Mulberry e Prada (aqui no caCOOL) apareceram em looks com arzinho vintage mas em shapes descomplicados. A atitude kicth não conversou com essa cartela doce, como na maioria das marcas e editoriais internacionais. De over mesmo, só as estampas barrocas inspiradas nas icônicas criações da Versace. Aquele lenço super colorido que foi parar na passarela da Dolce & Gabbana veio direto para a vida real (aqui também, hein). Além desse print, os florais desse mesmo desfile também apareceram em conjuntinhos comportados (lembra que falamos dele aqui?). Ainda sobre estampas e looks que conversam entre si, é claro que a festa do pijama da Stella McCartney deu o ar da graça. Nessa vibe despojada, referências do sportswear que pontuamos nesse post. Último - porém não menos importante -, franjas e mais franjas em looks com mood 20´s (a matéria de ontem já anunciava). 


Gostaram? A Zara adianta, mas o caCOOL também. Aperta a tecla e confirma! 





terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Alerta Cultural | Anos 20




Alerta cultural, galera! A Semana de Arte Moderna está completando 90 anos essa semana, como vocês já devem ter lido por aí. Ela aconteceu, mais precisamente, nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro de 1922 em São Paulo, e tinha um importante (e fundamental) objetivo: reivindicar, estimular e modernizar a arte brasileira da época. Experimentações criativas e expressões artísticas nunca vistas antes foram expostas na ocasião em forma de música, poesia, literatura, pintura e escultura. Encontrar uma identidade brasileira em meio a tantas referências européias, além de romper com o passado, era, sem dúvida, o principal desafio dos modernistas por aqui. Discussão ainda cabível na nossa sociedade de consumo, não é mesmo? Quando, depois de 90 anos, muitos brasileiros ainda insistem em exaltar o que vem de fora e desprezar o que se é criado no nosso chão - principalmente na moda! Mas a maré está mudando, vide também a efervescência artístico-cultural no Rio, por exemplo. A verdade é que há tempos não se viam tantas importantes exposições em cartaz na nossa cidade, e vem mais uma por aí! Nessa data especial, nada melhor do que celebrar os 90 anos da Semana de 22, com a exposição Tarsila do Amaral percurso afetivo, mostra individual com obras da pintora que ficará em cartaz até dia 29 de abril do CCBB. Tarsila, umas das ‘cabeças’ da Semana de Arte Moderna e, conseqüentemente, da arte brasileira, a impulsionou e difundiu junto ao Grupo dos Cinco (confraria que reunia os amigos e artistas Anita Malfatti, Oswald de Andrade, Mário de Andrade e Menotti Del Picchia). Uau! É imperdível e para ficar alerta mesmo. Então, anotem na agenda!


Por falar dessas rupturas com o passado, da modernização artística e de toda essa nova estética por trás do estopim do movimento, não poderia deixar de citar o quanto essa inovação revolucionária afetou a moda. Se você ainda duvidava que moda é comportamento, aí vai mais uma comprovação! Chanel, formas simplificadas e geométricas, decorativismo, cintura rebaixada, cabelos curtos e tantas outras icônicas referências (hoje atuais, mas na época, transgressoras para a mulher) são conseqüência dessa mistura de movimentos e estilos do início do século XX. Fonte inesgotável de inspiração, depois de idas e vindas, os loucos Anos 20 invadiram mais uma vez a moda contemporânea. A Gucci, principal percursora dessa estética com o seu desfile spring summer 2012, ecoou uma nova maneira de interpretar os anos 20, ainda mais moderna. Meio tribalista e hiper ornamentada, essa é cara da referência para as próximas estações. No Brasil, a Animale a retratou no SPFW, e no NY Fashion Week de inverno, que está acontecendo essa semana, Betsey Johnson e BCBG Max Azria confirmaram a  permanência da tendência até o próximo inverno (ou seja, daqui há duas estações brasileiras). Além dessas sofisticadas e artesanais, há também versões mais fresh para o verão: tecidos fluidos, cores alegres e e beneficiamentos menos decorativos, são alguns dos caminhos para se sentir livre, fresca no calor e atualíssima.




A melhor saída para mergulhar de vez nessa bola de neve moderna e começar, desde já, a incorporar essas referências nos seus looks de inverno e do próximo verão, é conferir a exposição de Tarsila de Amaral e contemplar os desfiles internacionais e editoriais que gritam as tendências futuras. Arte e moda de mãos dadas mais uma vez e contanto, em sintonia, a mesmo história. Por falar nisso, a Vogue Brasil desse mês já entrou na dança, ou melhor, no Charleston: confia o vídeo do editorial Era do Jazz que saiu na edição de fevereiro da revista.






CCBB/RJ - Rua Primeiro de Março, 66/2º andar - Centro
de 14 de fevereiro a 29 de abril
De terça à domingo, das 9h as 21h
Entrada franca





segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Oriente-se !





 O orientalismo não é apenas tendência de moda, apesar de muitos só fazerem essa associação. Aliás, há uma boa e única explicação para ele ter se tornado alvo preferido dos grandes estilistas há razoáveis temporadas: o oriente é tendência de mercado no mundo inteiro. Com a segunda maior economia do mundo, a China, por exemplo, é a principal culpada desse boom asiático na moda (e da moda na Ásia). Pesquisas afirmam que as principais marcas de luxo, como Luis Vuitton e Hermés, têm lucros expressivamente maiores nas vendas por lá. Só pudera, já que os chineses contam com uma humilde população de 189 bilionários!


E até que demorou, não acham? Carros, eletrônicos e vários outros produtos desenvolvidos do outro lado do mundo, já tinham dominado o nosso mundo há tempos. Agora, o caminho é inverso, já que os produtos associados à cultura ocidental são os preferidos por lá. A moda, como sempre, só acompanha o navegar do barco, ou melhor, da economia. O resumo dessa obra é uma troca mútua entre moda e oriente. Eles nos inspiram de cá, nós vendemos a rodo por e para lá. Vamos combinar que, depois de anos de repressão cultural, a mulherada de olho puxado quer mais é soltar a franga e consumir MESMO. 


Mais fácil ainda gostar desse produto se você enxerga a sua cultura nele, né Marc Jacobs? Não só ele para a Louis Vuitton, mas também Gucci e vários outros olharam para o oriente a fim de se inspirar nessa cultura instigante, rica e milenar. Não é curioso? Uma cultura tão tradicional e antiga só experimentar o gosto da liberdade de consumo agora?  Enfim, o resultado dessa inspiração você já conhece e viu bastante nos desfiles nacionais de inverno 2012, como no Alexandre Herchcovitch, André Lima, Neon e Patachou. Decorativismo, kimonos, obis, cores e bordados ricos e florais delicados são algumas das raízes orientais que representam bem a ‘adaptação’ fashionista. Mas de nada importa essa bonita interpretação se ela não vem de dentro, da raiz. O orientalismo dos europeus e americanos é caricato, superficial, nada além das aparências óbvias. 

Bom, eis que bate a nossa porta um chinês radicado no Canadá, aos 10 anos de idade, chamado Jason Wu. O novo queridinho da moda desafia a todos ao retratar essa semana em NYC, em seu desfile de inverno 2012/13, a china que ninguém foi capaz de desvendar. Decorativismo? Só na parte em que ele retrata a dinastia Qing, a última China imperial. De resto, o país como ele é (ou era): muitas referências militares e poderosas para traduzir a China comunista. Mais feminina e glamorosa, a outra parte da coleção remetia aos anos 30 do filme Shanghai Express. País das dualidades socioeconômicas, Jason Wu soube traduzir com elegância do que a real China de trata: avanço versus tradição e riqueza seletiva. Tudo isso sem drama, da maneira como a moda deve ser feita: celebrando. Aliás, a moda deveria ser sempre assim, feita por quem tem propriedade e sabe fazê-la!