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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Yayoi Kusama + Louis Vuitton


A parceria histórica entre a Louis Vuitton e a artista plástica Yayoi Kusama ganhou, essa semana, um novo capítulo. Além da coleção exclusiva - intitulada “Infinitely Kusama”-, que foi desenvolvida por Marc Jacobs em comunhão com a japa no ano passado, mas que só chega ás lojas agora, uma nova colab foi anunciada: a inauguração de pop-up stores de verão mundo a fora. A décor, obviamente, contará com muitos motivos de bolinhas – assim como as roupas. Os pontos escolhidos, além da loja principal, no Soho, em NY, foram Hong Kong, na China, Ngee Ann City, em Cingapura, e Tóquio, no Japão. Os detalhes da notícia vocês podem ler em diversos sites por aí, mas o que vamos destacar no post de hoje, além de outras parcerias entre a artista e a ‘moda’, são os importantes trabalhos, curiosidades e a própria história de Kusama – que, até então, eu também desconhecia. É para se inspirar e se cobrir poá!


O resumo da obra é relativamente simples: a japonesa trocou Tokyo por NYC quando percebeu, no final dos anos 50, que a estilo peculiar da cultura oriental não se encaixava no seu estilo artístico vanguardista – e vice e versa. A partir de então, ela foi associada a pop art (junto com Andy Warhol, Claes Oldenburg e George Segal) e ganhou destaque quando, no final dos anos 60´s, embalada pela liberdade hippie, expos pessoas nuas completamente pintadas com as bolinhas. A figura circular se tornou, então, sua rubrica artística.


A Lancôme lançou, há pouco tempo, uma fofa linha de gloss em parceria com a artista, que também já teve até marca própria, a Kusama Fashion Company Ltd, vendida na Bloomingdales no século passado. Depois dessas fashions colaborações, foi só agora que nasceu a mais expressiva na carreira de Kusama: com a Louis Vuitton de Marc Jacobs. O mais divertido é perceber como a estética repetitiva, colorida e provocadora de Yayoi Kusama injeta uma energia nova e, assim como ela, vanguardista, em marcas essencialmente clássicas. Pelos croquis da pop-up store da LV, é exatamente esse deslocamento que podemos esperar: lojas-conceito que funcionam bem mais do que simples pontos de encontro de luxo e consumo fashionista, mas, principalmente, que se comportam como galerias contemporâneas que, torna acessíveis a todos, diferentes formas de artes (pintura, instalação, ilustração, moda...) em um único local. O melhor disso? Os afortunados podem até levar um pouquinho desse mundo de bolinhas para casa, como se tivessem acabado de adquirir uma obra de arte de Yayoi Kusama por bons zeros a menos.


Então, quem está de malas prontas para algum desses destinos, não deixe de visitar o mais novo empreendimento de repercussão global que une moda+arte. Aliás, se seu destino é NYC, você vai poder se aprofundar ainda mais no universo da Yayoi Kusama, já que a própria LV está patrocinando a nova exposição da artista no Whitney Museum of Art. Enjoy!


YAYOI KUSAMA
12 de julho à 30 de setembro, 2012
Whitney Museum of Art.
945 Madison Ave. at 75th St.
New York, NY 10021 










quarta-feira, 25 de abril de 2012

Voguing in Vogue !





Voguing and the Ballroom Scene of New York, 1989-92 - Capa do livro
Moda e dança são assuntos que causam efeito imã sobre mim, por isso, quando me deparo com uma matéria incrível que una essas duas paixões, o efeito é ainda mais devastador. Exatamente por vivenciar esses dois universos, resolvi postar essa ‘dica’ de leitura que, tenho certeza, vai instigar amigos de ambos os lados. Em meio a 370 páginas da ‘nova’ edição da Vogue (abril já está acabando e eu só tive tempo de lê-la agora!), foram necessárias apenas duas para a revista arrancar suspirosos de mim. O melhor? Não eram os incríveis editoriais de inverno, nem a coluna de Constanza (imperdível para quem, como o caCOOL, já pesquisa a próxima temporada!), nem quaisquer ‘shops’ os responsáveis por esse longo momento sem ar. Era dança. Ou melhor, era dança urbana e era uma matéria sobre Voguing na Vogue. Para quem não sabe, o estilo de dança assumidamente gay da década de 80 foi batizado com esse nome porque seus precursores se inspiravam nas poses das grandes modelos da época. A fonte da pesquisa era, obviamente, a transcendental revista Vogue.Em 80, a moda era performática, vibrante e livre de qualquer estereótipo quadrado, e foram exatamente essas características vanguardistas que inspiraram a movimentação do estilo de dança. Alguém ainda duvida que moda seja comportamento, e vice-versa? Enquanto NY fervia de homens gritando por liberdade sexual e pelo fim do preconceito, eram esses mesmos que liam e dançavam Vogue.

Uma das fotos do livro retrata os gays nos bailes nova iorquinos.
Como não sou expert no assunto (mas curiosa) adorei saber que um recém-lançado ‘livro resgata os personagens cheios de estilos’ que rondavam os bailes do Harlem. O conteúdo de Voguing and the Ballroom Scene of New York, 1989-92 engloba não só a vertente fashion, mas também dançante dessa história, em milhares de fotos purpurinadas. Por isso, é leitura para quem joga dos dois lados: dança e moda - ou simplesmente, para quem ama cultura pop. 

Willi Ninja, bailarino e ícone do estilo Voguing.
Por alto, me peguei refletindo que momento melhor não haveria para o lançamento do tal livro. Trinta e poucos anos depois, o estilo Voguing está mais em alta do que nunca na cena mundial de dança urbana (ainda dominada por machões do hip-hop). Ainda bem, parece que ‘elas’ cansaram de não dançar no foco - mais uma vez! O que, graças a Deus, torna a vida muito mais divertida, colorida e dançante!




P.s: Para quem quer ler um pouquinho mais sobre a matéria é só clicar nesse link do site da Vogue . Ou melhor, folheie a revista nas bancas e a confira completinha !







quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Dica Cultural: ‘Modigliani: imagens de uma vida’






Há tempos o Rio não recebia uma exposição de tamanha grandeza e relevância artística quanto a que estreou essa semana no Museu Nacional de Belas Artes. ‘Modigliani: imagens de uma vida’ é o título da mostra que reúne diversas obras do pintor italiano nunca antes expostas por aqui e nem na América Latina. Desde daí, já se tornou um programa cultural imperdível! Fui até o Centro ontem para conferi-la e, conseqüentemente, me senti seduzida a compartilhar com vocês essa experiência única. Na verdade, eu já havia visto algumas obras do artista em museus internacionais, mas essas estavam sempre expostas de maneira picada, misturadas e salpicadas a outras tantas raridades. Enfim, nunca tinha tido a oportunidade de ver uma exposição totalmente dedicada à vida e à arte de Amedeo Modigliani. Não dessa vez! Quatros, esculturas, desenhos, esboços, fotografias e até cartões postais estão cronologicamente organizados e datam desde o nascimento do artista em Livorno, na Itália. A partir daí, tenta-se entender Modigliani, ou melhor, entende-se como sua maturidade artística foi total consequência da sua sede natural por vanguarda, desde sempre. Na Itália ou em Paris, a verdade é que o menino precoce buscou incansavelmente encontrar e lapidar a sua própria identidade visual. Além das pinturas do próprio Modigliani, muitas outras dos seus amigos artistas estão lá, como Picasso, o que torna toda a atmosfera da história ainda mais instigante. Sua vida pessoal, a decadência econômica e a sua saúde ainda mais fragilizada pelos excessos da boemia parisiense, por exemplo, são alguns dos assuntos minuciosamente explicados nas paredes da instalação e confirmados através de suas obras. Aliás, vale à pena assistir ao vídeo na salinha de projeção que resume toda a sua trajetória. Os traços simplificados, alongados e ondulados são, sem dúvida, as principais características do estilo artístico tão particular e perturbador de Modigliani. ‘Modigliani: imagens de uma vida’ conta o porquê, como e aonde se desenrola esse caminho curto, porém rico, que Amedeo Modigliani percorreu até se encontrar artisticamente. A história completa sobre a vida e obra do artista vocês conferem lá, essa nota serve apenas para deixar água na boca dos cariocas com sede de cultura!


Modigliani: Imagens de uma vida
Quando: de 1º de fevereiro a 15 de abril, 3ª/6ª 10h/18h, sáb/dom 12h/17h
Onde: Museu Nacional de Belas Artes, Av. Rio Branco, 199, Centro, Rio de Janeiro




segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Absolut artisticamente absoluta !





Não é novidade, e mais uma vez, uma grande e criativa campanha me cativa! Sempre alerta ao mercado, design, moda e tudo o que engloba uma tal ‘arte capitalista’, assisti de olhos bem abertos a nova campanha mundial da vodka Absolut (que acreditem, eu gosto tanto quanto um bom par de sapatos!). Já é histórico da marca se associar a idéias criativas e de design inovador – como prova, as milhares de parcerias que resultaram em incríveis garrafas e até em exposição mundo a fora. Na nova campanha, ‘Absolut Blank’, a marca foi além e convidou uma trupe da nova geração de artistas contemporâneos - artistas plásticos, pintores, grafiteiros, designers e outros mais - para colaborar com as suas novas embalagens. Resultado: um acervo tentador, inspirador e instigante para os amantes de arte e da bebida (tudo isso disponível online!). Aliás, o site é maneiríssimo e vale uma visita. Com nomes como Marcus Jansen, Zac Freeman, Mario Wagner, Ludovica Gioscia e outros tantos talentosos, as criações são reflexo do estilo artístico particular do seu criador, ou seja, pluralidade estética e para todos os gostos! O conceito soa simples para mim: não importa apenas o conteúdo (de qualidade e conhecido mundialmente), mas sim o apelo que essas embalagens causam aos seus consumidores antenados. Isso agrega, é claro, um toque a mais de desejo. Mas não para por aí! De que adianta contemplar e não participar? Por isso, também estão disponíveis diversos aplicativos da campanha para os consumidores entrarem na brincadeira. Garrafas completamente brancas podem ganhar a sua interpretação: desenhos, cores, colagens... no limits. Isso quer dizer que todos podem customizar e criar a sua própria. Cool, né? Tecnologia, design e consumo de mãos dadas - e absolutos. Esse é o caminho!


Marcus Jansen
Zac Freeman
Ludovica Gioscia
Mario Wagner

http://www.absolut.com/br/Blank/



quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Chuva de arte !






O Rio está com tudo e não está prosa! A cidade sediará o principal evento artístico do Brasil essa semana, a ArtRio, Feira Internacional de Arte Contemporânea que acontece de quinta à domingo no Píer Mauá. Com aproximadamente 80 galerias (metade estrangeiras) participantes, a feira contará também com intervenções urbanas, visitas guiadas, oficinas e palestras imperdíveis. A intenção é estimular o intercâmbio cultural e por isso, muitas obras de renomados artistas internacionais como Picasso e nacionais como Lygia Clark serão expostas.Além disso, um super programa foi desenvolvido para os visitantes, que poderão se dividir em :

Programa Geral - Exposição de obras que vão da vanguarda modernista à arte contemporânea. Participam galerias já consagradas, com mais de cinco anos de existência e atuantes na cena mundial.

ArtRio Box – Participam galerias jovens, com até cinco anos de atuação.

Solo Projects – Programa com curadoria de Julieta Gonzalez e Pablo Leon de La Barra, que apresentará 10 projetos inéditos de artistas internacionais.

ArtRio Vídeo – Espaço voltado para a projeção de vídeos de arte, com curadoria de Alberto Saraiva.

ArtRio Palestras – programação de palestras que serão realizadas no Píer Mauá




Aliás, já estava para fazer uma ressalva: os tempos de seca artística parecem estar extintos na Cidade Maravilhosa. Além da ArtRio, há mais ou menos dois meses milhares de exposições imperdíveis aterrissaram na cidade, incluindo espetáculos de dança como o Kirov e o Grupo Corpo, mostras de decoração como o ‘Morar mais por menos’ e a Bienal do Livro que está rolando no Riocentro. Não perco por nada!












quarta-feira, 7 de setembro de 2011

osgenios, ops ... osgemeos!












Não é novidade, mas tudo aquilo que é criativo, inovador e urbano, ganha o meu coração. Por isso, resolvi dividir com vocês alguns novos e antigos trabalhos dos irmãos paulistanos  Gustavo e Otávio Pandolfo, os famosos OSGEMEOS. Fatalmente vocês já devem ter ouvido (ou visto) falar dos grafites coloridos e dos traços marcantes que ganharam o mundo e viraram referência de arte contemporânea há anos. Mas para mim, o mais surpreendente no trabalho dos irmãos é a conectividade entre realidade e fantasia entranhada nos grafites (o que deve ser fruto de toda a infância lúdica e recheada de impulsões artística que eles vivenciaram), e a capacidade que eles têm de reinventar um simples muro de concreto com classe, ou seja, a discrepância do meio detonado vestido de um trabalho tão rico é excitante!  Ambos viveram o auge da cultura hip hop no Brasil: a década de 80 e tudo aquilo que a rodeava serviu de inspiração e os influenciou fortemente - apesar de afirmarem que o trabalho deles atualmente ultrapassa o conceito ‘hip hop’. Para mim, continua na raiz. E o que a moda tem a ver com isso? Basta repararmos no lindo trabalho de estamparia nas roupas dos seus personagens, ou até mesmo nas próprias peças que os vestem ... tudo retrato de uma geração urbana que não pode, e nem quer deixar a peteca cair quando se fala de ‘arte’. Pelo ao contrário, o desejo de inovação está também representado na maneira que esses se vestem, a maneira que OSGEMEOS os vestem. Apesar do trabalho deles ter alcançado uma proporção genial e global - e de fato o é - as influencias da real rua brasileira ultrapassam a técnica do grafite: estão nos temas, no traço simplificado, nas cores e principalmente na personalidade dos personagens-ícones. É retrato da cidade-cultura que todos desejam morar, para viver o dia-a-dia de forma contagiante e motivadora (sem esquecer os descontentamentos).
















Novidades: os irmãos foram os responsáveis pelas instalações do festival Back2Black que aconteceu semana passada no Rio. A Estação da Leopoldina foi manipulada e lindamente revigorada por eles para o evento.










O rapper Will.i.am do grupo Black Eyed Peas não perdeu tempo e encomendou o seu quadro by OSGEMEOS. Intitulado de ‘boombox planet’, aí está a obra. Incrível !



Outros trabalhos da dupla vistos a cima percorreram o mundo e as mais famosas galerias de arte, além disso, a parceria com a Nike rendeu a campanha Ginga.




E tem mais! O blog/site dos meninos é constantemente atualizado, por isso, fiquem sempre de olho e confiram não só o trabalho deles, mas as próprias inspirações que os cercam. É rede urbana! 









terça-feira, 26 de julho de 2011

Yves 'Azul' Klein



Por trás de uma grande tendência sempre há um embasamento forte também, principalmente em movimentos e/ou referências artísticas. E aqui mergulho eu, mais uma vez, a fim de desvendar essas associações. Na verdade, hoje eu mergulho em um mar profundo e de tom azul profundo também. O tal azul Klein virou hit e conseqüentemente desejo imediato entre as fashionistas. O que poucos sabem, é que o tal tom azulado recebeu esse nome em associação ao pintor Yves Klein, que até o patenteou com o nome International Klein Blue. O pintor nasceu em Nice e depois de rodar o mundo se estabeleceu de vez em Paris (e não seria?). Foi lá, junto ao amigo e também pintor Arman Fernandez , que ajudou a fundar o movimento artístico Novo Realismo por volta da década de 60, e se afirmou como precursor da arte contemporânea. As obras de Yves Klein são providas de certas peculiaridades: adepto das pinturas performances (aquelas com intervenções do pintor com o meio), ele ficou conhecido mesmo pelas telas monocromáticas, quase que exclusivamente produzidas nesse tom de azul profundo.



Já o denominaram azul bic (aquele mesmo da caneta!), mas na essência o azul Klein é um pouco mais claro e frio, e desde o último inverno ele já rondava as cartelas de cores das grandes marcas. Mas a verdade é que depois do color blocking via Prada e até mesmo da aposta em looks minimalistas e monocromáticos, ele chegou para ficar - de maneiras opostas, mas igualmente interessantes!Muitos designers que desfilaram no NY Fashion Week o utilizaram, e não demorou muito para ele cair nas graças dos estilistas brasileiros, exemplo do Fashion Rio. O que importa é que como qualquer tom intenso, alguns cuidados precisam ser levados em consideração ao utilizá-lo. Mas nesse caso, o bom senso já basta, já que o azul Klein transmite elegância, contemporaneidade e fica bem com todos os tons de pele. Além disso, gosto dele de todas as maneiras: seja pontuado em acessórios, mixados a tons neutros, em looks monocromáticos ou até incorporado em colors blockings. Ele é universal e democrático, como a essência do artista.



Aí vão alguns exemplos de streetstyle, aqui e lá. Para se inspirar!



E não é que essas 'tais' artes se comunicam mesmo (sem querer?). O difícil é saber quem inspira quem. Aí vai uma aplicação do Azul Klein agora no desing de interiores. Ops, e color block também !




Beijos, Carol Gama.