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domingo, 17 de junho de 2012

Destaques SPFW | 16/06







Cavalera : 

Se há uma palavra que combina perfeitamente com o desfile da Cavalera, essa palavra é polêmica. Não só pela muralha de profissionais da moda que encerrou o desfile da marca a fim de reivindicar uma atençãozinha de Dilma, mas também pelos diversos contrastes e sensações opostas que a coleção despertou – boas ou ruins. Adorei a locação trash que serviu de passarela para falar sobre uma Bahia deteriorada, aliás, o hilo de materiais, proporções e estampas foi constante nos looks desenvolvidos a partir de muitas sobreposições. Por falar nisso, se a calça sobre saia já foi anunciado como truque de styling lá fora, por aqui, a Cavalera conseguiu refrescar e abrasileirar a proposta. O conceito é bom, mas será que pega?

André Lima :
André Lima até tentou fazer uma coleção mais próxima do consumidor popular, mas não tem jeito: ele nasceu para brilhar no corpo das mulheres mais glamourosas do país! Seus vestidos poderosos, esvoaçantes, com estampas e tecidos especiais são a cara dessa consumidora/fã do trabalho do estilista. A pegada over, vibrante e com um ‘quê’ étnico da coleção se resumem nessas duas fotos: o que falar do maxi brinco geométrico e do vestido pavão? Esse é o André Lima na essência e o que queremos ver no SPFW! Tomara que ele continue deixando as peças comerciais só para a sua parceria com a Riachuelo e que, na passarela, faça o que sabe de melhor: arte.

Têca:
Já estava com saudade de ver as coleções da Têca na passarela! Do Rio para São Paulo, acho que Helô Rocha acertou ao migrar para a semana de moda mais importante do nosso país. A Têca merece mais atenção pelo cuidado, carinho e histórias deliciosas que conta por traz de cada look das suas coleções. Ainda assim, o DNA da sua menina-mulher, apesar de cosmopolita, é carioquíssimo – deve ser por isso que me identifico tanto com o mood romântico, relax e naturalmente chique da marca! Lindos os conjuntinhos e as estampas que, juntas e misturadas, refletem a jornada da mulher que roda o mundo - para isso, óbvio, referências de culturas mil!
                                                                     
                                                                     Fernanda Yamamoto:
Inspirada em um arquiteto e em um artista plástico, a coleção arquitetônica de Fernanda Yamamoto seguiu por essa onda experimental - tão essencial durante um processo criativo. E teve experimentação de ponta a ponta: formas inusitadas, dobraduras, materiais incomuns, jogo de cores e estamparia... E apesar da Fernanda sempre criar roupas-design, bons looks comerciais cruzaram as passarelas. Achou irreal? A consumidora da marca é vanguardista e vai adorar essa nova forma de fazer roupa!
                                                                         
                                                                              Amapô:
Quando já pensamos ver tudo nos looks chamativos da Amapô, a ferramenta ‘zoom’ faz com que a gente desvende ainda outras mil coisas por traz da atitude over, divertida e cheia de informação característica da marca. Olha que incrível o franjado de canutilho do primeiro look! E a estamparia dos outros dois? O tecido floral de babados com fios metalizados e o colorido psicodélico neon não podem passar despercebidos entre tantos bons (e energizantes) momentos do verão da marca! Muitos bons drink para comemorar, então!

Samuel Cirnansck:
O preciosismo artesanal que Samuel imprime em suas peças é de tirar o fôlego! Cada rico bordado, volumosa camada e transparência delicada faz com que o estilista se enquadre na categoria de estilista-artesão. E mesmo que não exista ‘alta-costura’ por aqui, a sofisticação, a exclusividade e a qualidade das criações de Samuel fazem com que ele seja o número um quando o assunto é roupa de festa. Nenhuma atriz faria feio no tapete vermelho com uma criação do estilista - muito pelo ao contrário! Aposto que vai ter muita gringa querendo ser ninfa nos bailes de gala pelo mundo!







domingo, 22 de janeiro de 2012

Resumo SPFW | Domingo





Cavalera: cool e mais urbana impossível (já que o tema da coleção era o ar metropolitano dos centros das cidades), foi nesse clima que a Cavalera desfilou o seu inverno 2012. A atitude, ora romântica (repare na linda aplicação de tule e renda em alguns looks menina-fatal), ora dark (preto,jeans escuro e couro fetiche), ora boho (os acessórios e estampas com ‘que’ de folclore), era sempre permeada por uma e principal vertente da marca: a jovialidade street. A sofisticação dos bordados e rendados foi quebrada, exatamente, pelo uso das malhas e das jaquetas utilitárias, por exemplo. Esse equilíbrio também aconteceu no shape: enquanto propostas mais ousadas, de modelagens inteligentes e feminilidade glamorosa desfilavam, outras cleans (a calça skinny sobrevive!), de tênis no pé, e usáveis no dia-a-dia da cidade formatavam o styling. A verdade é que a Cavalera e, principalmente, o jovem, quer usar, mistura e ousar com tudo o que a moda lhe oferece. Sobreposição típica e nova mistura de tecidos refinados, matérias-primas tecno/elaboradas e outras clássicas/básicas, silhueta sensual produzida e descompromissada, simultaneamente. A beleza à la Amy já me conquistou.Tudo isso faz parte do universo street, ou seja, Cavalera!







Jerfferson Kulig: o inverno do estilista é versátil: toque esportivo, romântico, clássico e até inovador. Essa mistura de tudo um pouquinho deu-se muito por causa da escolha do tema - o campo e o meio urbano - que são, de fato, meios contratantes. Duas vertentes de cartela, uma candy e outra bem concreta, literalmente, foram exploradas em shapes minimalistas e com muita mistura de tecidos. Transparência, texturas diferenciadas, aplicações de flores e boas formas geométricas foram desenhadas por recortes de tecidos e beneficiamentos - uma brincadeira de construção que funcionou! Saias estruturadas, vestidos retos e destaque nas mangas (compridas, 3\4, arredondadas e com trabalhos de mostra e esconde).







FH por Fause Haten : mesmo que com um tema já super explorado, o inverno de Fause não se deixa enganar: o tropicalismo na visão dele é elegante, sofisticado e com nenhum aspecto de natureza – a não ser pela linda estamparia de folhagens. Os bordados impactantes, assim como os tecidos acetinados, garantiram nobreza a esse tema natural. Além disso, shape super feminino, lânguido e de cintura bem marcada para retratar essa deusa da mata. Decotes generosos, transparência sensual, beneficiamentos riquíssimos, transpasses e estolas de pele negra agregaram ainda mais poder a essa mulher. Meio vintage e até áureo, os vestidos de festa surpreenderam pela elegância e nobreza dos detalhes. O pescoço, colo e ombros foram, sem dúvida, muito explorados e destacados pelo estilista, que propôs boas proporções, assimetrias e elementos expressivos na área, como as próprias estolas. Negro, variações de verde, branco névoa, violeta, dourado... Naturalmente chique!







Juliana Jabour: repleto de peças-desejos e produções tentadoras, o inverno 2012 da estilista de público teen trabalhou duas propostas centrais: anos 20 e 60. Por um lado, cinturas rebaixadas e vestidos molengos, por outro, linhas firmes e cores vibrantes. Com pitadas indianas devido ao filme Viagem a Darjeeling, a cartela rica e com estampas étnicas pontuou a linda coleção, que por sinal, é bem comercial. Golas fofas, conjuntinhos college, tricôs confortáveis, transparência, plissados, camisaria e metalizados, são apenas algumas das tendências hit da estação que aparecem no inverno de Juliana. Amarelo mostarda, azul celeste,vermelho, preto e terrosos pintaram os tecidos, alguns contaram com o efeito metal, brilhoso e texturas cool, como o jacquard. Outro ponto a favor foi a boa aposta em peças com clima sportswear chique: agasalhos e  zípers compuseram bem os looks romântiquinhos. Hi-lo, perfume vintage e eu, obviamente, quero já!







Colcci: visivelmente mais madura, a Colcci embarcou numa onda mais clássica e menos teen nesse inverno. Peças de alfaiataria e com toque vintage predominaram na coleção, assim como a cartela camelo, o que revelou uma gama de peças atemporais, ainda que repleta de tendências. Sensualidade e pele a mostra, apenas no hot pant e na composição de sais godês com costelinha de fora. Além dessas peças, a saia-lápis apareceu em diversas interpretações, a mais fetichista, em couro (muita utilizado), com certeza vai pegar! Tricôs pesados,coloridos e de pontos largos foram os responsáveis pelo jogo de leveza e proporções, eles aparecem maxi com calça skinny ou saias ajustadas e nos tops croppeds utilizados com as saias mídis, principalmente. Equilíbrio a parte, a irreverência apareceu no mix de estampas xadrez, grunge atual e sofisticado, nos recortes e texturas alternadas em um só look. Jeans + jeans, shape sessentinha, boas peças estruturadas em lã, plissado romântico, transparência e muitas outras opções de tendências. Essas sim, o público Colcci adora, assim como Alessandra Ambrósio e Ashton Kutcher na passarela!


quarta-feira, 15 de junho de 2011

SPFW - Quarta-feira




A Cavalera viajou até o México para vestir sua coleção de black em homenagem ao Dia dos Mortos comemorado no país,além de também agregar com sutilidade as cores marcantes de Krida Kahlo. O resultado dessa mistura foi uma coleção que fugiu das obviedades do tema e não apresentou elementos rústicos em suas peças, pelo ao contrário, o que vimos foi a modernidade da alfaiataria fresh e dos vestidos assimétricos fluídos. O preto e o branco reinaram na coleção, já o colorido apareceu nos ponchos mexicanos e no color bloking soft de algumas peças, tudo isso aplicado à tecidos vaporosos.








A identidade futurista de Glória Coelho sempre reina em seus desfiles, e não foi diferente nesse verão inspirado na astrologia e no mundo cósmico. As peças de shape geométrico trabalhadas em tecidos high-tech representavam perfeitamente a aura X-Man que também serviu de inspiração para a estilista. Que o couro está em alta, todos já sabemos, mas Glória se apropriou do tecido (há tempos!) de tal forma que trabalha o material como ninguém . seja ele recortado, em tiras ou bordado. As cores sóbrias como gelo, camelo e black estavam em contraste com as texturas dos tecidos. É bem verdade que Glória pira nos temas, mas ela só o faz porque sabe transportá-los para a passarela com louvor!






A alfaiataria impecável de Mário Queiroz migrou do guarda roupa masculino para o feminino. O verão 2012 do estilista é repleto de contemporaneidade e minimalismo, em um tempo onde o excesso está em alta. Ele veio para baixar a poeira, mas isso não quer dizer que a coleção se menos interessante ou entediante. Na verdade, o preto , o branco e os tons cinza da cidade de São Paulo foram transportados com elegância para as peças clássicas, em um diálogo atraente sobre a revolução industrial da metrópole. Os recidos resinados e os tons de prata e dourado fecharam o conceito moderno do desfile. O menos que é mais.






A elegância exuberante faz parte do DNA da Hois Clos, e para desenvolver esse verão igualmente elegante, a estilista Sara Kawasaki buscou inspiração ‘no sentimento artístico do cinema’. As peças desfiladas eram de modelagem minimalista e geométrica, arrematadas ora por franjas (hit!), ora por volumes pontuados nas mangas,quadris e ombros. Aliás, a manga derrubada e o shape confort se encaixam perfeitamente no conceito mulher-urbana da marca. Os recortes geométricos nos tecidos como couro garantiram um ar rústico em meio a tanta modernidade, aliás,  a cartela de cor representava exatamente isso, trabalhada em preto,cinzas, camelo e rosa velho .







A Osklen adora desfilar suas raízes, e dessa vez não foi diferente, batizada de Royal Black, a coleção de verão se inspirou na negritude brasileira. A modelagem confort e minimalista, característica da marca, reinou na passarela, a novidade ficou por conta dos decotes profundos nas costas, que devolviam surpreendentemente a feminilidade da mulher. O branco das peças enfatizou a pele negra dos modelos, em um lindo contraste de cores. Além disso, teve tecidos fluídos e tranparentes, saiões típicos das Baianas, couro com textura croco e alfaiatarias de que tão amplas viravam desconstruções. Ao som do atabaque e do berimbau, o desfile trabalhou a oposição de materiais rústicos como o linho e os tecnológicos, além da estampa de coqueiro do tipo ‘sombra e água fresca’, que conversou perfeitamente com o clima de negritude baiana do desfile.





A Colcci definitivamente não se resume apenas a Asthon Kucther e Alessandra Ambrósio! Na verdade, a coleção de verão 2012 da marca, que apostou na Era Disco para colorir as passarelas do SPFW, traduziu um amadurecimento importante. Tudo isso sem perder a juventude do seu público-alvo. A marca foi a primeira do evento a se cobrir de referências 70´s - década mais influente nas tendências da próxima estação. Isso refletiu uma coleção comercial e ainda sim irresistível. As pantalonas, as listras, os looks total white, a alfaiataria e os pois estiveram por lá, como não poderia deixar de ser. O jeanswear , carro-chefe da marca, apareceu nos micro shorts  que mais pareciam hot pants, em jaquetinhas curtas, calças flair e jardineiras : mais setentista impossível !


fonte: elle.abril.com